Jatos que chegam a custar R$ 50 milhões estão entre as aeronaves que sustentam crescimento da Embraer no segmento de aviação executiva
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Dos três segmentos em que disputa espaço no mercado internacional — aviação comercial, executiva e militar —, a Embraer tem hoje cartas para apostar com força nesses dois últimos.
Como objetivo, quer equacionar a médio prazo as fontes de receita da empresa, concentradas em 65% na aviação comercial.
No segmento de aeronaves militares, o KC-390 vai sair de fábrica a partir de 2016 direto para sobrevoar um mercado estimado em cerca de 700 cargueiros que podem ser repostos em todo o mundo.
E a expectativa do presidente da empresa, Frederico Fleury Curado, é de que a nova aeronave abocanhe 20% desse total, somando cerca de 140 unidades a serem vendidas nos primeiros anos de produção.
Futuramente, porém, essa estimativa pode crescer já que, segundo Curado, "o KC-390 vai ser um sucesso absoluto na substituição do Hércules". E só nos Estados Unidos há cerca de 2 mil unidades deste modelo em operação.
Ainda que considere difícil a entrada no mercado americano, Curado reforça a possibilidade comercial de exportação do produto especialmente por se tratar de um cargueiro - e não de uma aeronave que esteja diretamente ligada a funções de defesa.
Além disso, Curado destaca ainda a presença do governo federal como um forte negociante na venda dessa aeronave.
"O Brasil já tem diálogo com algumas nações como Colômbia, Chile, Portugal e África do Sul para estabelecer relação de compra e fornecimento desses países, que seriam compradores naturais", diz.
Neste sentido, o executivo reforça que as fábricas que estão sendo construídas em Évora, Portugal, poderão ser fornecedoras de peças para a montagem do KC-390, mas "isso vai depender de como estiver a demanda pelas aeronaves à época".
A expectativa, porém, é otimista:"Este avião representa um dos maiores desafios de engenharia que já tivemos: ele precisa pousar em pista não pavimentada, abastecer e ser abastecido em voo, voar na Antártida e no Equador, com velocidade baixa ou altíssima e, além de tudo, carregar 121 toneladas. Por isso leva a Embraer a um outro patamar tecnológico".
Ainda que as expectativas sejam as mais positivas para a inserção do KC-390 no mercado, no médio prazo a estimativa de crescimento da Embraer se calca principalmente nas vendas voltadas para a aviação executiva.
Curado prevê que, até 2015, a Embraer esteja posicionada entre as cinco maiores fabricantes globais. "Hoje ocupamos a sexta posição, ainda como entrantes nessa disputa".
A se considerar as encomendas e entregas registradas para essas aeronaves, essa meta não está distante: só do Lineage já foram entregues 5 unidades e há outras 20 encomendas e, do Phenom 100, que também será produzido nos EUA, há 130 já entregues.
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