Luiza, a do Magazine, vai dar R$ 300 para quem fizer frase mais criativa sobre o que a Luíza, a do Canadá, não viu
Comunidade
Do Magazine Luiza à construtora concorrente do comercial que colocou Luiza, aquela do Canadá, no holofote das mídias sociais, diversas empresas pegaram carona na fama da garota.
A hashtag #LuizaEstanoCanadá entrou para a lista dos tópicos mais comentados no Twitter essa semana e rapidamente se tornou um fenômeno na internet. Entre os dias 12 e 15 de janeiro, o número de menções não ultrapassava 1.600 por dia.
Os dados são da Miti Inteligência, que realizou um mapeamento sobre como as empresas aproveitaram a repercussão do case Luiza para promover suas marcas.
Mas, a partir do dia 16, os números subiram exponencialmente, atingindo mais de 210 mil no dia 18 (quarta-feira).
A repercussão é vista também nas outras redes sociais. No Youtube, o vídeo mais exibido ultrapassava a marca de 2 milhões de visualizações no dia 18, mais de 3 milhões no dia 19 e mais de 4 milhões no dia 20. No Facebook, já foram criadas várias páginas sobre o tema, somando quase 60 mil curtir no total.
Os veículos de imprensa tradicional perceberam o fenômeno e veicularam diversas notícias a respeito. Foram mais de 1.500 matérias veiculadas do dia 13 ao dia 20 apenas nos veículos de notícias on-line.
"Atentas às redes sociais e avaliando a possibilidade de alcance do assunto, grandes marcas nacionais aproveitaram o momento para gerar engajamento dos usuários", comenta Elizangela Grigoletti, gerente de inteligência e marketing da Miti Inteligência.
"Envolver um assunto que está tão em alta, como o meme da Luíza, mostra aos usuários que a empresa inova também ao participar dos assuntos que estão em evidência nesses canais sociais, e isso só faz contribuir para o seu relacionamento com o consumidor."
A construtora concorrente da Água Azul, Brascon, aproveitou justamente esse gancho e veiculou um banner fazendo uso do meme. Com o título "Luíza, pode voltar. Tem empreendimento de primeiro mundo no Miramar", a empresa demonstrou ousadia na estratégia de marketing e ainda utilizou a hashtag que estava entre os assuntos mais comentados do Twitter.
Um exemplo de inovação na exploração da campanha é o da escola de idiomas Yázigi, que tem 1.600 seguidores no Twitter e 1.015 fãs no Facebook. Embora não tenha uma grande repercussão das suas publicações no dia a dia, através da Luíza conseguiu potencializar esses resultados.
A criação de um aplicativo na sua Fanpage disponibilizando um jogo em que o usuário deve ajudar a Luíza a combater os monstros de uma montanha para conseguir chegar ao Brasil, já teve mais de 768 mil acessos.
O Magazine Luiza é um dos grandes exemplos de marcas que utilizam as redes sociais como peça chave no planejamento de marketing. A coincidência do case com a marca foi utilizada para promover um concurso #ALuizaNãoViu, que sorteará um prêmio de até R$ 300 para a frase mais criativa sobre o que Luiza não viu no Canadá.
No dia 17, quando o case foi citado pela primeira vez, a repercussão das menções foi potencializada em quase 250%.
Entre elogios e críticas, o mapeamento comprova que assim como o fenômeno social Luíza, aproveitar as oportunidades de engajamento que as redes sociais podem proporcionar às marcas é fundamental para fortalecer sua presença nas redes e viabilizar um estreitamento nas suas relações com o consumidor.
Errata: O dado referente a 1.105 fãs corresponde ao Facebook, e não ao Twitter como informado anteriormente.
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Luíza já voltou do Canadá, é claro que ela gosta mais daqui do que de lá
Bom dia,
Temos acompanhado a cobertura que o Brasil Econômico tem feito do “fenômeno” Luiza, nas mídias sociais, e como algumas marcas têm se aproveitado da oportunidade.
Na matéria mais recente sobre o tema (que pode ser acessada aqui: http://www.brasileconomico.com.br/noticias/empresas-aproveitam-luiza-para-promover-marcas_112050.html ), Vocês citam uma ação feita por nossa empresa (Yázigi João Pessoa):
Além de informar um pequeno deslize (o número de 1.015 fãs não é no Twitter e sim no facebook), gostaria apenas de esclarecer que essa foi uma ação local (da franquia Yázigi João Pessoa) e não nacional (do franqueador). O número de seguidores no Twitter e fãs no Facebook de fato se refere ao Yázigi João Pessoa, estão, portanto, corretos, mas como não é dito Yázigi João Pessoa, isso pode causar confusão entre os leitores, imaginando que ou a ação é da rede Yázigi (nacional) ou que os números de fãs e seguidores são dos perfis nacionais. Até porque, outros veículos que abordaram o tema (Folha de S. Paulo e revista Exame, por exemplo) citaram o jogo como uma ação da Rede de idiomas Yázigi.
Obviamente para nós não há nenhuma diferença em termos do sucesso da ação de marketing de oportunidade a citação se referir ou não ao Yázigi João Pessoa (pois nós mesmos incentivamos os colegas franqueados e a rede de modo geral a fazerem uso do joguinho da Luiza para capitalirazem em cima da ação), mas para corroborar com a tese da matéria, se for colocado de fato como uma ação da franquia Yázigi em João Pessoa, isso pode dar uma melhor dimensão de como o bom aproveitamento dessas oportunidade pode alavancar o resultado de empresas de todos os portes.
Posso até passar mais alguns dados, como por exemplo número de acesso ao nosso site, que subiu mais de 500% na última semana, em sua média diária.
Nosso objetivo inicial era o de associar a marca a uma experiência positiva e divertida, e que tivesse a ver com nosso core de produtos; cursos de idiomas no Brasil e cursos no exterior [incluive no Canadá =) ], então o número de comentários relacionados ao jogo (alguns citando e elogiando diretamente a marca), já seria por si só um excelente retorno sobre o investimento. Nossa expectativa era de atingirmos 110 mil usuários em uma semana, portanto a repercussão foi surpresa até para nós.
Outro indicador do sucesso da ação, nesse caso não apenas para favorecer o conhecimento da marca, mas para reverter a ação em vendas, é o número de clientes (prospects) que já se cadastraram e inclusive realizaram um teste de nivelamento online - avaliação para indicar o nível no qual o cliente está apto a iniciar seus estudos - que é o primeiro passo para a matrícula.
Na última semana, tivemos mais que o dobro de testes online em relação à média histórica para o período. Ou seja, é como se a semana #Luiza tivesse valido por duas, mas apenas nas próximas semanas saberemos se houve um crescimento proporcional também nas vendas, pois cursos de idiomas e especialmente cursos no exterior requerem um processo de vendas mais demorado do que, por exemplo, o varejo. A decisão do cliente quase nunca é imediata, já que se trata de uma venda de um “poduto” que é entregue a longo prazo e a maioria dos clientes pondera vários aspectos antes de fechar as vendas.
Parabéns pela matéria, que trouxe uma abordagem mais profunda sobre o tema.