Ticker Bolsa 1

Ticker Bolsa 2

Bolsas

Euforia com China e iuane sustenta alta do Ibovespa

Bárbara Ladeia   (bladeia@brasileconomico.com.br)
21/06/10 18:34


Produtoras de matérias-primas foram beneficiadas pela notícia de que a China flexibilizará a moeda local

Produtoras de matérias-primas foram beneficiadas pela notícia de que a China flexibilizará a moeda local

Collapse

Comunidade

Partilhe: del.icio.us   Digg   Facebook   TwitThis   Google   Mixx   Technorati  

A flexibilização do iuane animou os investidores durante grande parte do pregão nesta segunda-feira (21). No entanto, o exercício de opções sobre ações e a cena externa minimizaram os ganhos no pregão.

O Ibovespa, principal índice acionário brasileiro, encerrou o dia em alta de 0,61%, aos 64.829 pontos.

O volume financeiro foi de R$ 9,343 bilhões, impulsionado em R$ 3,96 bilhões decorrentes do exercício de opções sobre ações. A sessão movimentou um total de 390.274 negócios.

Os investidores viram com otimismo as mudanças cambiais promovidas no último fim de semana na China. A medida já vinha sendo aguardada por analistas.

"Essa decisão é um passo fundamemental para corrigir as distorções da moeda", argumenta a equipe da Brava Investimentos.

A aposta da corretora é de que, com a flexibilização do iuane, ainda que a passos lentos, o foco dos investidores saia da Zona do Euro e se concentre mais no Oriente, especialmente na China.

Por outro lado, esta correção será feita em doses homeopáticas, de forma a não impactar de maneira agressiva a cotação moeda.

"Eles vão criar algum mecanismo de flutuação para que essa transição ocorra de forma suave", destacou a Brava Investimentos.

Commodities em alta

A decisão de flexibilizar o iuane não apenas animou os investidores, como também estimulou a compra de ações e impulsionou o preço das commodities, especialmente do minério de ferro.

"Com a moeda flexível, há uma outra realidade para o preço das commodities", informou a Brava Investimentos.

Para os analistas da corretora, "é justamente para gerar o equilíbrio que o mercado acredita em uma correção de 3% a 6% para cima no preço das commodities". 

Desempenho

Com a boa perspectiva para um aumento do consumo pela China, os papéis das companhias produtoras de matérias-primas foram destaque no dia. 

As ações ordinárias da OGX Petróleo (OGXP3) tiveram a maior alta do dia, encerrando o pregão com avanço de 4,32%, cotadas a R$ 17,86 cada. 

Os papéis ordinários da Vale (VALE3) ganharam 3,13%, negociados a R$ 48,47, e os preferenciais (VALE4) subiram 2,90%, a R$ 41,85.

As ações do Banco do Brasil (BBAS11) também apresentaram desempenho positivo, alcançando alta de 3,75%, cotadas a R$ 28,24.

Para a equipe da Brava Investimentos, o avanço nas ações do setor bancário pode ser atribuído ao movimento de compensação após os altos ganhos do segmento de meios de compra, com as datas comemorativas que impulsionaram o volume de compras no comércio.

"Os meios de pagamento, como Redecard e Cielo, realizaram muito hoje, por um efeito de sazonalidade. Agora que passaram as datas comemorativas, o investidor tende a reduzir posições nos meios de pagamento e partir para posições em instituições financeiras", informa a equipe da corretora.

Perdas

Entre as maiores perdas do dia, o destaque vai para as duas operadoras de cartões: Cielo e Redecard. O anúncio de parceria da Redecard com o Banco Triângulo não trouxe muitos ganhos para a companhia, que encerrou com queda ligeiramente menor que a concorrente.

O papel ordinário da Cielo (CIEL3) fechou o dia cotado a R$ 16,44, em queda de 2,49%, enquanto a Redecard (RDCD3) terminou cotada a R$ 27,95 em baixa de 2,27%.

O setor de telecomunicações também prevaleceu em terreno negativo. As ações preferenciais da Net e da Telemar Norte-Leste encabeçaram as perdas, apresentando queda de 3,13% (R$ 18,56) e 2,81% (R$ 50,11), respectivamente.

As ações ordinárias da TIM perderam 2,37% e encerraram o dia cotadas a R$ 7,01.


Comentários

Jefferson Araken, São Paulo | 21/06/10 22:45
Gostei dessa coisa assim direta
Parabens!


Envie o seu comentário

Os comentários enviados serão publicados após aprovação. O Brasil Econômico reserva-se o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão

outros jornais da EJESA