O principal índice de ações da BM&FBovespa se manteve em zona positiva, fechando a sexta-feira (2/3) em alta de 1,45%, aos 67.781 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 6,959 bilhões.
Expectativa do mercado para atuação mais agressiva do Banco Central (BC) no corte da Selic e valorização de 1,69% das ações preferenciais da Petrobras (PETR4) contribuíram para a alta do Ibovespa.
"O movimento do mercado está para um corte de 0,75 até 1 ponto percentual na taxa básica de juros, o que aumenta a atratividade da bolsa", disse Mitsuko Kaduoka, analista da Corretora Indusval.
A manutenção do fluxo de investidores estrangeiros na bolsa também pode ter contribuído para forte ganho do Ibovespa neste pregão, conforme visão de alguns analistas. Isso porque as medidas tomadas essa semana pelo Banco Central para conter entrada de dólares no país não afetaram a bolsa de valores.
Em fevereiro, os estrangeiros lideraram a participação nos investimentos em ações, com a fatia de 39,91%.
No cenário internacional, agenda fraca voltou atenção dos agentes para a Espanha. O país revisou sua meta de déficit orçamentário deste ano para um nível mais alto que o esperado - 5,8%. O acordo com a União europeia previa 4,4%.
A notícia mexeu com o ânimo dos investidores e as bolsas do continente fecharam mistas. O FTSE-100, de Londres, caiu 0,34%; o Dax, de Frankfurt, recuou 0,29%; e o CAC-40, de Paris, subiu 0,04%.
Nos Estados Unidos, as bolsas seguiam no vermelho. O termômetro de tecnologia Nasdaq retrai 0,43%.
Destaques
As ações preferenciais da construtora Rossi (RSID3) lideraram ranking de ganhos do Ibovespa, com valorização de 6,98%.
Na outra ponta, os papéis da varejista B2W (BTOW3) tiveram baixa de 5,6%, cotados a R$ 9,94.
"O movimento é resultado do balanço da empresa, que decepcionou os investidores", afirmou Mistuko.
Câmbio
No mercado de câmbio, o Banco Central faz duas intervenções e garantiu alta de 1,16% da moeda americana. O dólar fechou o dia cotado a R$ 1,7300 para compra e R$ 1,7320 para venda.








