Segundo Skaf, a ideia é evitar que haja um prejuízo para as exportações brasileiras
Comunidade
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, anunciou na sexta-feira (20/1) que a entidade pedirá uma audiência com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, para a última semana de janeiro.
O objetivo é falar sobre as barreiras às importações impostas pelo país vizinho e que restringem a entrada de produtos brasileiros.
A medida anunciada no dia 11 deste mês, que irá exigir informações prévias sobre todas as importações de bens de consumo, passa a valer a partir de 1º de fevereiro.
"A avaliação dos membros da Fiesp que têm negócios com a Argentina é a de que esses problemas não são novos, mas, como o Brasil não é o único exportador para o vizinho do Mercosul, a mudança deveria ser voltada a outros mercados e não para um país do mesmo bloco. O que acaba por ferir o Mercosul", disse Skaf.
As medidas anunciadas pela Argentina visam manter um superávit em torno de US$ 10 bilhões, saldo que corre o risco de ficar em US$ 5 bilhões. Esse resultado inferior pode ser contabilizado por conta da grande estiagem que atinge o país, que leva assim ao aumento de importações referentes ao setor de energia. As barreiras seriam uma forma de manter esse patamar, de acordo com Skaf.
Apesar dos detalhes da medida ainda não estarem claros, a entidade estima que aproximadamente 80% das exportações brasileiras poderão ser afetadas, envolvendo um universo de mais de 5.500 importadores argentinos, além de colocar em dúvida acordos anteriormente realizados.
Skaf ressaltou que a entidade tem conversado também com o governo brasileiro sobre a questão, e a ideia é procurar evitar que haja um prejuízo para as exportações brasileiras.
"Independentemente de pressão em cima deles, o ideal é encontrarmos alguns caminhos criativos, como, por exemplo, em setores como nafta, petróleo e gás, além da indústria naval, onde os argentinos têm potencial ocioso. Na indústria naval, o Brasil está com todos os estaleiros tomados nos próximos dez anos. Então, não seria um sacrifício dar alguma abertura para que os argentinos pudessem fazer navios", disse o presidente da Fiesp.
Para o presidente do Conselho Superior do Comércio Exterior da Fiesp, Rubens Barbosa, esse desiquilíbrio é estrutural e dificilmente vai desaparecer pelo fato de a indústria brasileira ser maior em relação à Argentina.
O comércio entre os dois países em 2011 registrou recorde de US$ 39,6 bilhões, com um aumento de 17% com relação ao ano anterior. Para o Brasil, houve superávit de US$ 5,8 bilhões, 41% a mais do que em 2010, segundo dados da Fiesp.
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eu sou uma pessoa que quer mutio ser um comerciador do exterior .Mas não intendi muito bem o porque eles quer que as informaçoes tem de a ser privada.