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Europa

França e Alemanha mostram confiança em acordo na Grécia

Brasil Econômico   - Por Daniel Flynn e Leigh Thomas/Reuters
23/01/12 14:53


Reunião de ministros das finanças da Zona do Euro ocorre nesta segunda-feira

Reunião de ministros das finanças da Zona do Euro ocorre nesta segunda-feira

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Ministros das Finanças da França e da Alemanha sinalizam que Grécia pode estar se aproximando de um acordo com credores privados.

A França e a Alemanha informaram nesta segunda-feira (23/1) que um acordo com os investidores do setor privado para reduzir a dívida da Grécia está "tomando forma", mas que Atenas precisa manter suas promessas de reforma para garantir um novo programa de ajuda externa e evitar a bancarrota em março.

"Uma reestruturação voluntária de dívida pelos investidores privados parece estar tomando forma", disse o ministro francês das Finanças, François Baroin, em entrevista coletiva conjunta com o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schaeuble, antes de uma reunião de ministros da Zona do Euro.

Nenhum dos dois quis falar sobre detalhes.

"Estamos determinados a apoiar a Grécia no tempo necessário para implementar reformas e para que elas surtam efeito", disse Baroin.

Já o alemão Schaeuble disse que os líderes políticos precisam cumprir os compromissos de reduzir seus déficits orçamentários, introduzir reformas estruturais e garantir que a dívida seja sustentável, o que segundo ele significa "não muito mais que 120% do PIB" até 2020.

"O que nós queremos é continuar negociando com a Grécia. As negociações serão difíceis, mas queremos que o segundo programa para a Grécia seja implementado em março para que a segunda tranche possa ser liberada", disse Schaeuble.

"A Grécia precisa cumprir seus compromissos, é difícil e já há muito atraso", disse Schaeuble.

O ministro francês citou sinais de "certa estabilização" na economia em crise da Zona do Euro, uma opinião ecoada pelo presidente do banco central alemão, Jens Weidmann, e pelo presidente do BC francês, Christian Noyer, também presente na entrevista.

"Achamos que, em 2012, deveremos ter uma recuperação econômica", disse Weidmann, com Noyer acrescentando que espera melhora a partir do segundo trimestre.

O ministro alemão negou uma notícia do Financial Times, que publicou nesta segunda-feira que a França e a Alemanha pediriam o relaxamento das regras globais de capital bancário para impedir que o crédito fique estagnado na economia real.

"É falso", disse Schaeuble. "O que estamos tentando fazer é implementar Basileia III."

Schaeuble disse que a Alemanha irá adiante com a adoção de um imposto sobre transações financeiras, mas que prefere que seja implementado na Europa se possível.

A Grã-Bretanha é uma forte oponente a qualquer imposto sobre transação financeira a menos que o tributo seja adotado globalmente.

Baroin pediu que a presidência dinamarquesa da União Europeia apresente propostas para a alíquota do imposto e uma base para um imposto sobre transações financeiras assim que possível.

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