Alguns investidores entendem que Carlos Slim também poderá fechar o capital da Net, caso possa futuramente exercer sua opção de controle
Comunidade
Operações que envolvem Embratel, Net e Claro poderão ser fortalecidas para enfrentar concorrência da Vivendi e novos competidores com licenças da banda H.
A decisão do empresário mexicano Carlos Slim de consolidar suas operações de telecomunicações sob uma única empresa, a América Móvil, não só acompanha a tendência verificada no setor de integrar os diversos negócios, mas mostra importantes desdobramentos, inclusive para o Brasil.
Por exemplo, terminarão os impedimentos societários para a oferta de pacotes de serviços envolvendo Embratel, Claro e Net. Por outro lado, surgirá uma empresa integrada completa, com serviços de telefonia fixa, móvel, TV por assinatura, dados e presença significativa no mercado corporativo.
Em resumo, um oponente forte para enfrentar a Vivendi, empresa francesa que chega com apetite para concorrer com pacotes de serviços por meio de sua recente aquisição, a GVT, além dos novos competidores que poderão surgir com o leilão da banda H este ano.
A América Móvil, controladora da Claro no Brasil, está disposta a oferecer ações no valor de 227 bilhões de pesos (US$ 17,8 bilhões) para a Carso Global Telecom e Telmex Internacional (Telint), que controla a operação de telefonia fixa e internacional. Além disto, a América Móvil propõe US$ 6,6 bilhões em ações pelo restante da Telint, sócia da Net em parceria com a Globo Participações, e dona da Embratel.
A Telint é detentora de outras operações de TV a cabo e telefonia em seis países da região. Ficam de fora da troca de ações apenas os minoritários da Telmex, mas é um número considerado irrelevante. Se a operação der certo, nascerá uma gigante com 250 milhões de assinantes. Só a Claro, segunda maior operadora móvel do Brasil, tem 43 milhões de clientes.
Em 2000, Slim dividiu suas empresas em fixa e móvel, criando a América Móvil e Telmex. Há cerca de quatro anos, cindiu a Telmex em Telmex México e Internacional. Esta última tem participação na Embratel e Net, além de ativos de dados e TV por assinatura na América Latina. Com esta estratégia, o empresário conseguiu alavancar seus negócios de telefonia fixa e móvel e expandir fronteiras, diz o analista chefe de telecom do Itaú Unibanco, José Valder Nogueira Junior.
Agora, com essa troca de ações, a América Móvil compra a Carso, holding que controla a Telmex México e Internacional, além dos papéis dos minoritários da Telint. Então, embaixo do guarda-chuva da América Móvil ficarão Embratel, Net, empresas de dados e de TV paga na região, uma participação de 34% no capital da Net mais o bloco de controle da Telmex no México.
Em termos operacionais, as empresas terão maior flexibilidade, mas nada que não pudesse ter sido feito até agora. Já são oferecidos alguns produtos empacotados entre Net e Embratel, para telefonia fixa, banda larga e TV por assinatura. Mas isto pode ser aprofundado ao eliminar as barreiras societárias, observa o analista chefe.
Existe a opção de oferecer no pacote o celular da Claro, uma cobrança que o mercado tem feito de modo intermitente às empresas no Brasil.
Fechamento de capital
Alguns investidores entendem que há ainda outra mensagem por trás da iniciativa do empresário, de que não só fechará o capital da Telint, mas também da Net, caso possa futuramente exercer sua opção de controle.
Neste caso, depende da aprovação do projeto de lei (PL 29), que muda as regras no setor de TV por assinatura e telefonia e trata também do controle de empresas de comunicações por estrangeiros. As dúvidas são se Slim planeja integrar Net e Embratel, trocar ações da Net pela da América Móvil, ou seguir outro rumo.
Se a Telmex Internacional é o vetor de crescimento do seu grupo mexicano, por ser o ativo que estava abrindo fronteiras nos mercados de dados, longa distância e TV paga, ao passar tudo isto para a América Móvil Slim pode estar sinalizando que quer o máximo para si. "Pode significar que precisa desses ativos para continuar a crescer em alta velocidade", opina o analista do Itaú Unibanco.
De qualquer modo, Nogueira Junior acredita que o plano de consolidação anunciado fortalece ainda mais a promessa da Net de sustentar o crescimento que promete ao mercado, já que a empresa tem perdido participação e poderá se defrontar com uma competição maior ainda com a possível entrada das operadoras de telefonia em TV a cabo.
Isto, independentemente da aprovação do PL 29, pois a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) tem analisado outras opções em brechas na atual legislação.
Com a notícia da troca de ações, a menor captura de clientes pela Net no quarto trimestre e a flexibilidade que a Anatel vem buscando na legislação, os investidores estão divididos se isto será positivo, porque dá maior resiliência operacional para a nova empresa consolidada, pondera Nogueira Junior.
Resta ainda saber qual seria o efeito colateral no âmbito societário.
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Eu apoio essa fusão, pq assim a Claro poderá oferecer ofertas pra ligações DDD, assim como a TIM.
Aprovando-se a PL29, será que mudará toda a diretoria da NET Serviços ? A "Nova Embratel" assumirá toda a infraestrutura de rede e o "conteúdo de TV" fica por conta da Globo ?
Veja que a fusão é eminente! Demora mas chegará rapido.
Nishi
Fusão Claro e Embratel
A fusão é inevitável, mas não podemos esquecer da nossa nacionalidade. O brasileiro se ilude com as propostas dos capitais estrangeiros na esperança destas multi-nacionais fazerem o que o governo deveria estar fazendo e não se cobra de algo que deveria ser feito pelo governo. O Brasil é um dos países cuja o custo das ligações e a banda larga são mais caros em todo mundo. Todos os anos contribuímos com o crescimento destes, no entanto temos pouco em troca, no interior das capitais são oferecidos os serviços de banda larga 300% mais caros do que nas capitais, isto quando conseguem atender. Por exemplo.
Estamos no tempo das fusões. Desse geito onde nos vamos parar? Essas propostas precisam ser analisadas a fundo para que não haja monopólio.
adoreiiii muito ..
Concordo com a fusao so assim vai melhorar o sinal. Falando em melhorar o sinal tenho um terreno no municipio de igarrasu-PE no loteamento agamenom Magalhaes, onde estou querendo locar a claro para que a mesma coloque uma antena para melhorar o sinal do 3G que e muito precario naquela localidade. Se houver interesse estou aguardando contato.
Email. aurisbertosilva@ig.com.br
Ficará com 34%?
Mas o cpaital estrangeiro não pode deter apenas o limite de 30%?
concordo com o analista que diz gostar da embratel e nao da claro em questao de operaçoes e administração, acredito que se ficar nas maos da claro, sera a vitoria da Vivendi e outras tantas estrangeiras.....eita Brasil!