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Gafisa confirma oferta de Samuel Zell e do fundo GP

Denise Carvalho   (dcarvalho@brasileconomico.com.br)
03/02/12 14:43


A confirmação foi feita depois de quase uma semana de especulações entre os investidores

A confirmação foi feita depois de quase uma semana de especulações entre os investidores

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Após dias de especulações, ações da companhia sobem e ajudam a recuperar perdas.

O megainvestidor americano Samuel Zell e o fundo de private equity GP estão mesmo dispostos a voltar a ser donos de participação na Gafisa, uma das maiores construtoras e incorporadoras do país.

A Gafisa confirmou na quinta-feira (2/2), em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que recebeu uma proposta preliminar de Sam Zell e do GP, "sujeita a determinadas condições, que está sendo examinada pela administração".

A confirmação foi feita depois de quase uma semana de especulações entre os investidores apoiados na informação de que fundos de investimento americanos fariam oferta hostil pelo controle da empresa.

O comunicado da Gafisa também respondeu a uma demanda da CVM, regulador do mercado de capitais, que pediu explicações à empresa sobre a forte valorização das ações nos últimos dias.

Desde que os rumores ganharam força, semana passada, as ações se valorizaram 18,9%. Apenas ontem, o papel subiu 5,9%, encerrando o pregão cotado a R$ 5,34. A Gafisa teve o segundo melhor desempenho entre as empresas que compõem o Ibovespa, o principal índice da BM&F Bovespa.

Os ganhos dos últimos dias ajudaram a Gafisa a recuperar boa parte das perdas - de 45,7%) registradas nos últimos 12 meses. A Gafisa atribuiu a movimentação às notícias publicadas na imprensa acerca da suposta preparação de uma oferta pública para a aquisição das ações da empresa.

Sam Zell e o GP já foram acionistas da construtora no passado. O bilionário americano chegou a deter cerca de 27%, em 2006, por meio da Equity International Properties. A relação do GP com a Gafisa é mais antiga: o fundo se associou à empresa em 1997 até dividir o comando com Sam Zell, em 2006.

O estatuto da Gafisa prevê que o investidor que quiser deter mais que 30% do capital da empresa, terá de fazer uma oferta pública de aquisição (OPA) pelos 100%. Cerca de 60% do capital da Gafisa hoje estão nos Estados Unidos.


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