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Grécia e Bernanke deixam bolsas mundiais sem força

Déborah Costa   (dcosta@brasileconomico.com.br)
07/02/12 14:06


A questão é que os líderes gregos não chegam a um acordo sobre a dívida grega, deixando os agentes financeiros apreensivos

A questão é que os líderes gregos não chegam a um acordo sobre a dívida grega, deixando os agentes financeiros apreensivos

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A cautela continua ditando o rumo dos negócios no pregão desta terça-feira (7/2). Ibovespa opera perto da estabilidade.

Assim como acontece há algum tempo, os investidores operam receosos diante da falta de solução para a crise grega, que se arrasta por meses, e as principais bolsas mundiais operam mistas.

A questão é que os líderes gregos não chegam a um acordo sobre a dívida grega, deixando os agentes financeiros apreensivos.

As expectativas do mercado apontam para uma resolução ainda nesta terça-feira. 

Vale destacar que o governo grego disse que vai aprovar a demissão de 15 mil funcionários públicos em 2012, como parte das exigências da Troika, (Fundo Monetário Internacional - FMI, Banco Central Europeu - BCE e Comissão Europeia), para receber o segundo pacote de ajuda, de € 130 bilhões.

Desta forma, a Grécia enfrenta a primeira greve geral convocada pelas centrais sindicais dos setores privado e público. Eles protestam o novo pacote de medidas de austeridade.

Segundo Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, dois fatores ajudam a deixar os mercados acionários indefinidos.

"O primeiro deles é a negociação na Grécia, parece que hoje sairá uma definição pelo menos do lado político e um acordo pode tirar o país do foco das preocupações", comentou Rosa.

Por outro lado, ele destacou que diante da agenda fraca de indicadores, os investidores operam de olho no discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) no Senado.

Em meio ao cenário, o DAX, em Frankfurt, retrai 0,72%, em Paris, o índice CAC-40 perde 0,34%, enquanto em Londres, o índice FTSE 100 declina 0,45%.

Em Wall Street, o Nasdaq, termômetro de tecnologia, cai 0,19%, o Standard & Poor's 500 desce 0,23%, e o índice Dow Jones desvaloriza 0,09%.

E em relação ao Brasil, o Ibovespa subiu na primeira etapa dos negócios, em meio a entrada de fluxo estrangeiro, segundo Rosa, no entanto a pressão externa pesa e o índice opera volátil, recuando 0,05%, aos 65.193 pontos.

O destaque desta sessão fica para o balanço do Itáu Unibanco, com lucro de R$ 3,7 bilhões no quarto trimestre de 2011 e R$ 14,6 bilhões em 2011.

Destaques

No ranking das maiores oscilações positivas do dia estão as ações da Redecard (RDCD3), subindo 8,93%.

O mercado reage a informação que Itaú Unibanco pretende comprar ações da Redecard com a finalidade de cancelar seu registro de companhia aberta.

Os papéis da Cielo (CIEL3) vão na onda da operadora e se valorizam 2,89%.

Na contramão, aparecem ações do setor de construção civil, como MRV (MRVE3), com baixa de 2,69%, e Cyrela Realty (CYRE3), com declínio de 2,04%.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial sobe 0,11% ante o real, cotado a R$ 1,7270 na compra e R$ 1,7290 na compra.


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