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Ibovespa descola da cena externa e sobe mais de 1%

Humberto Domiciano   (hdomiciano@brasileconomico.com.br)
07/02/12 18:42


Sem novidades, o principal índice de ações da BM&F Bovespa seguiu a rotina de ganhos neste pregão.

Em um dia de poucos indicadores, o mercado dividiu-se entre as expectativas com a assinatura de um acordo na Grécia e o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Sem novidades, o Ibovespa seguiu a rotina de ganhos e encerrou a terça-feira (7/2) em alta de 1,06%, aos 65.917 pontos. O giro financeiro ficou em R$ 7,962 bilhões.

A sessão começou com o mercado olhando com atenção para a crise europeia.

Para Marcelo Varejão, analista da Socopa Corretora, boas notícias para os investidores podem chegar amanhã. "Apesar de ainda não estar oficializado, a leitura dos agentes é de que o acordo dos credores com a Grécia está próximo de ser fechado", comentou.

Além disso, em seu discurso, Bernanke procurou passar a ideia de que o banco não está acomodado com a situação do país, mesmo depois de o desemprego recuar a 8,3%, o mínimo em dois anos, e disse que o mercado só registrou uma melhoria "modesta" no último ano.

O crédito ao consumidor nos Estados Unidos aumentou em US$ 19,31 bilhões em dezembro, segundo informou o Fed.

Em Wall Street, os índices acionários operam alta. O Dow Jones sobe 0,18%, o Nasdaq avança 0,02% e o S&P 500 ganha 0,05%.

As bolsas europeias encerraram o dia em direções opostas. Em Londres, o FTSE caiu 0,03%; e em Frankfurt, o DAX recuou 0,16%; enquanto em Paris, CAC-40 avançou 0,18%.

Destaques

Entre as maiores valorizações do dia aparecem as ações ordinárias da Redecard (RDCD3), com alta de 10,49%, aos R$ 35,40, acompanhadas pelas ações preferenciais da Braskem (BRKM5), com ganho de 5,28%, aos R$ 16,36.

O avanço da Redecard acontece depois do Itaú Unibanco anunciar oferta de compra das ações da companhia e o fechamento do registro de empresa aberta.

O banco anunciou também lucro líquido de R$ 3,7 bilhões no quarto trimestre de 2011, com declínio de 3,3% no confronto com os três meses anteriores. Já em 2011, o lucro líquido expandiu 9,7%, sobre 2010, somando R$ 14,6 bilhões. As ações (ITUB4) do banco subiram 0,94%.

Na contramão, entre as maiores baixas ficaram os papéis ordinários da MRV (MRVE3), com recuo de 2,07%, aos R$ 14,19.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial caiu 0,17% ante o real, cotado a R$ 1,7220 na compra e R$ 1,7240 na venda.


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