Após perder o ritmo no final do pregão, o Ibovespa fechou esta segunda-feira (19/3) em leve alta de 0,07%, aos 67.730 pontos, encerrando uma sequência de três quedas consecutivas.
De acordo com o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi, o mercado operou influenciado pelo vencimento de contratos de opções sobre ações, que movimentou R$ 6,4 bilhões.
Com isso, o Ibovespa encerrou o dia com um volume financeiro de R$ 12,4 bilhões, frente aos R$ 6,8 bilhões de sexta-feira (16/3).
"Acabou o vencimento, o Ibovespa foi buscar referências nos Estados Unidos", explicou Galdi. "Com a agenda vazia, os índices americanos também tiveram um dia sem brilho, reduzindo os ganhos ao final do pregão."
Influenciado pelo anúncio do pagamento de dividendos pela Apple, o Nasdaq teve o melhor desempenho dentre os principais índices dos EUA, com alta de 0,75%. Por sua vez, Dow Jones e S&P 500 avançaram 0,05% e 0,40%, respectivamente.
Por outro lado, o mercado europeu encerrou o dia no negativo. O índice CAC-40, da França, caiu 0,47%; o DAX, de Frankfurt, perdeu 0,05%; e o FTSE 100, de Londres, recuou 0,07%.
Conforme avaliação do estrategista-chefe da SLW, o pregão desta segunda-feira deve ser um resumo das próximas sessões. "A agenda para esta semana é fraca. O mercado deve operar com viés de alta, mas sem muita força", comenta Galdi.
Destaques
O setor de construção marcou presença dentre as principais oscilações negativas do pregão.
"Os resultados do segmento estão para sair, então o mercado está apreensivo", justificou o estrategista.
As maiores baixas do índice foram dos papéis da MRV (MRVE3) e da Dasa (DASA3), que caíram 3,23% e 2,94%, respectivamente.
Do lado positivo ficaram as ações da Lojas Americanas (LAME4), com alta de 2,25%, e da Telemar (TNLP4), com avanço de 2,17%.
Câmbio
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou com alta de 0,44% ante o real, negociado a R$ 1,809 na compra e 1,811 na venda.








