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Ibovespa retoma volume e encerra em alta de 0,32%

Bárbara Ladeia   (bladeia@brasileconomico.com.br)
02/07/10 18:19


Com poucos indicadores relevantes na próxima semana, noticiário deve operar sem influência da agenda

Com poucos indicadores relevantes na próxima semana, noticiário deve operar sem influência da agenda

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Pesquisa de emprego nos EUA desanima mercados durante o dia, mas retorno do volume após jogo do Brasil inverte o sinal da Bovespa, que encerrou o último pregão da semana no azul.

O Ibovespa encerrou o dia em alta de 0,32%, aos 61.429 pontos. Foram realizados 329.912 negócios

Os dados de emprego americanos confundiram o mercado nessa sexta-feira (2), que operaram com leve volatilidade, tanto no mercado nacional quanto internacional.

A economista da consultoria Tendências, Alessandra Ribeiro, explica que o encerramento de 125 mil vagas nos EUA, anunciado no começo do dia, é um indicador a ser observado com cautela.

"Em maio, o governo dos EUA contratou 400 mil pessoas para realização do censo, que é uma ocupação de curtíssima duração. Então eles já estão em processo de dispensar essa equipe contratada", afirma a economista.

Exatamente por essa influência do governo sobre os dados, a economista sinaliza que é importante, portanto, observar o volume de contratação do setor privado, que mostrou a geração de 83 mil vagas, contra 33 mil geradas no mês passado.

"Mesmo com o resultado vindo bem acima do mês passado, esse é um volume muito fraco para a quantidade de demitidos no ano passado. A avaliação do mercado é de que a recuperação está muito lenta", analisa.

Cena doméstica

No cenário nacional, a ausência de indicadores fortes levou o índice em compasso de espera durante o jogo entre Brasil e Holanda, que terminou com a eliminação do Brasil da Copa do Mundo.

Alessandra acrescenta que a depreciação do dólar pode ter influenciado no resultado do pregão desta sexta-feira, bem como o retorno dos investidores à bolsa após o jogo.

Expectativa

Para a próxima semana, a agenda de indicadores, tanto nacional como internacional, não deve gerar forte impacto sobre as negociações.

No noticiário externo, o investidor deve ficar atento ao ISM de Serviços americano, que será divulgado na terça-feira (5).

"Esse dado pode decepcionar um pouco, devido ao ritmo lento de recuperação da economia dos EUA", sinaliza Alessandra.

A decisão dos bancos centrais europeus (BCE e Bank of England) sobre a taxa de juros não deve gerar sobressaltos. "Eles não vão mexer nessa taxa de juros tão cedo", avalia a economista da consultoria Tendências.

Entre os indicadores internos, o IPCA deve estar no foco do mercado. "Estamos vendo uma boa reversão no preço dos alimentos, o que deve gerar um índice de inflação bem tranquilo."

Outro indicador de relevância é a pesquisa da CNI de Atividade Industrial. "Estamos no aguardo de uma acomodação no níveis de atividade, incluindo a utilização da capacidade instalada."

Destaques

A MRV ganhou destaque de alta do pregão, com valorização de 3,56%, para R$ 13,38.

Na ponta negativa, a Fibria perdeu 2,45%, para R$ 26,29.

Entre as blue chips, as preferenciais da Vale (VALE4) perderam 0,47% para R$ 38 e as da Petrobras (PETR4) avançaram 1,4%, para R$ 26,82.


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