Intraday

Ibovespa segue bolsas externas e cai mais de 1%

Felipe Peroni   (fperoni@brasileconomico.com.br)
28/03/12 14:36


Os mercados operam em queda nesta quarta-feira, reagindo a indicadores da economia americana, e com investidores embolsando lucros das altas recentes.

Os mercados de ações operam com desvalorização em todo o mundo, em um ajuste após as altas dos últimos meses, e também refletindo a ausência de indicadores positivos na economia mundial.

Nesta manhã, foi divulgado que os pedidos de bens duráveis aumentaram 2,2%, enquanto os analistas previam uma alta de 2,8%. 

Diante da volatilidade dos mercados, o dado foi o bastante para levar as bolsas dos Estados Unidos a operarem em queda.

O índice Dow Jones tem desvalorização de 0,69%, a 13.106 pontos. O S&P 500 recua 0,83%, a 1.401 pontos, e o Nasdaq, termômetro de tecnologia, tem queda de 0,84%, a 3.094 pontos.

A queda reflete também a forte alta recente desses índices. O S&P 500 acumula valorização de 11,4% desde o final do ano passado.

"Nos Estados Unidos, a economia está apresentando crescimento moderado, mas não forte", diz André Ferreira, diretor da Futura Corretora.

Na Europa, as bolsas fecharam em queda, após operarem em baixa durante todo o pregão. O índice alemão DAX recuou 1,13%, e o FTSE 100, de Londres, perdeu 1,03%. O CAC-40, de Paris, caiu 1,14%.

Por lá, foi revelado que o Produto Interno Bruto (PIB) da Inglaterra foi revisado para baixo. A economia do país teve contração de 0,3% no quarto trimestre, e não de 0,2%, como anteriormente estimado.

Em meio aos receios com a economia global, as bolsas asiáticas também tiveram forte queda. O índice Nikkei, da bolsa de Tóquio, teve queda de 0,71%; enquanto a bolsa de Xangai recuou 2,65%.

Por aqui, a bolsa acompanha a tendência internacional e tem queda de 1,71%, a 64.906 pontos.

"A bolsa teve uma forte alta no começo do ano, e o cenário para a economia brasileira não é tão positivo", diz Ferreira.

Dentre os destaques de alta, estão as ações da MRV (MRVE3), com avanço de 1,44%, a R$ 13,39; e da PDG Realty (PDGR3), com ganho de 1,44%, a R$ 13,39.

Na outra ponta, figuram entre as maiores quedas os papéis da Gol (GOLL4), com recuo de 4,95%, a R$ 12,49; e da Natura (NATU3), com desvalorização de 4,95%, a R$ 12,49.

No cenário corporativo, a Cemig, empresa mineira de geração e distribuição de energia, anunciou lucro de R$ 710 milhões no quarto trimestre de 2011, alta de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. As ações da companhia caem 1,02%, a R$ 43,65.

E a Rossi Residencial divulgou lucro de R$ 92 milhões no quarto trimestre, alta de 1% na mesma base de comparação. O papel tem alta de 1,17%, a R$ 6,44.

Câmbio

No mercado cambial o dólar reage à aversão ao risco e sobe 0,38%, a R$ 1,823 na compra e R$ 1,825 na venda.

Para Ferreira, os constantes receios de intervenções do governo ajudam a impulsionar a cotação. "Todos os dias correm rumores de uma nova intervenção no dólar", diz.

Nesta tarde, o Banco Central (BC) divulgou que, em março, entraram US$ 5,316 bilhões no país, até o dia 23.

O movimento foi puxado pelo fluxo de operações comerciais, que somou US$ 4,733 bilhões. Já o saldo decorrente de aplicações financeiras ficou positivo em US$ 583 milhões.


Comentários

Alexandre Azevedo, Saurimo/Lunda-Sul | 29/03/12 11:09
Gosto de administrar, o meu sonho e um dia ser um bom administrador. Terminei o medio em 2010, por falta de possibilidade não consigo dar continuidade aos meus estdos


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