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Imóveis comerciais têm rentabilidade de 18% no 4º tri

Felipe Peroni   (fperoni@brasileconomico.com.br)
02/02/12 17:00


Os aluguéis também tiveram desaceleração, com avanço 12%

Os aluguéis também tiveram desaceleração, com avanço 12%

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A rentabilidade dos imóveis comerciais foi menor nos últimos três meses do ano passado, com desaceleração da alta nos preços, e também aumentos menores nos aluguéis.

Segundo o Índice Geral do Mercado Imobiliário - Comercial (IGMI-C), elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), a taxa de retorno dos imóveis comerciais foi de 3,97% em relação ao terceiro trimestre. 

Na comparação anual, o indicador mostrou desaceleração, registrando alta de 18%, face a 19,4% no trimestre anterior.

A pesquisa avalia o retorno de investimentos em imóveis comerciais, como shoppings centers, escritórios e galpões, medido pela valorização nos preços e pagamentos de aluguéis. Esses ativos constam da carteira de diversos fundos de investimentos, além de bancos e outros investidores institucionais.

A rentabilidade pela valorização de preços atingiu 5,6% no quarto trimestre, na comparação com o mesmo período do ano anterior, frente a uma taxa de 6,3% em novembro.

Os aluguéis também tiveram desaceleração, com avanço 12%, face a 13% no trimestre anterior.

Para o economista Paulo Picchetti, da FGV, os preços perderam fôlego no último trimestre. "Os preços tiveram uma valorização muito rápida nos últimos anos, e isso está se acalmando", explica.

O motivo é a redução no ritmo da atividade econômica, que reduz a motivação das empresas em investir.

"Os imóveis residenciais são influenciados principalmente pelo crédito, ao contrário dos imóveis comerciais que são ligados mais ao nível de atividade econômica", diz.

Mesmo com a desaceleração, a alta de 18% acumulada no ano de 2011 é um número expressivo. "Se você comparar isso com um ativo de renda fixa, é uma alta considerável. Isso representa um prêmio, para investimentos de baixa liquidez."

Diante da valorização dos imóveis, o economista rebate argumentos de que o setor possa estar enfrentando uma bolha.

"Não acho correta essa interpretação, sempre defendi que teria uma acomodação natural nesse ritmo de crescimento, e é o que está acontecendo agora", diz.


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