Após ter registrado variação nula no ano de 2011, na comparação com o anterior, analistas divergem sobre uma recuperação do índice americano S&P 500 em 2012.
No ano passado, o índice S&P 500 finalizou aos 1.257.61 pontos, estável contra os 1.257,64 pontos registrados em 2010.
Diante do atual contexto internacional, não há dúvidas que os problemas envolvendo países da Zona do Euro seguirão no radar dos investidores neste ano.
Neste sentido, Clodoir Vieira, economista da Corretora Souza Barros ressaltou que o maior entrave para o crescimento da economia mundial é a situação dos PIIGS (conjunto das economias de Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha).
"A Grécia continua em crise, a Itália está cada vez mais com dificuldades em fazer captações, o que também acontece com os outros, mas em um nível menor. O grande problema hoje é que a crise da Zona do Euro é estrutural, enquanto os Estados Unidos passam por um problema cíclico", afirmou.
Apesar disso, o economista da Tov Corretora, Pedro Paulo Silveira, disse que os países europeus não definirão a trajetória dos acontecimentos em 2012, enquanto os Estados Unidos e a China estarão no radar.
"Acho que em 2012 veremos uma continuidade do problema político na Zona do Euro, mas o que vai interessar mesmo é que acontecerá nos Estados Unidos e na China, já que são motores de crescimento", completou Silveira.
Estando ou não no centro das atenções o fato é que a crise europeia vai continuar mexendo com o humor dos investidores e consequentemente refletindo na bolsa americana.
Assim, o Goldman Sachs vê o S&P 500 em torno dos 1.250 pontos no final de 2012, o que representa um recuo de 0,60%.
Já o Bank of America Merrill Lynch afirmou em relatório que o índice pode chegar ao final de 2012 aos 1.350 pontos, uma alta de 7,3%.
"Enquanto esperamos que a volatilidade permaneça elevada em 2012, a fuga de uma recessão econômica americana e a continuidade do crescimento de lucros positivos, devem conduzir o S&P 500", disse, em relatório, Savita Subramanian, chefe da área de estratégia do Bank of America Merrill Lynch.
Nesta linha, "as perspectivas para 2012 parecem favoráveis, no entanto os riscos de baixa são significativos, assegurando que as condições do mercado continuarão voláteis", analisou Charles Lieberman, diretor de investimentos da consultoria americana Advisors Capital Management.
Já a consultoria First Trust Economic está mais otimista com a economia americana em 2012 e também com o mercado de ações.
A instituição espera que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresça 3% no período, enquanto o S&P 500 deverá alcançar 1.475 pontos.
Tudo isso porque, segundo a First Trust, a política do Fed (banco central americano) está expansiva, os gastos do governo estão altos e os motores de crescimento - tecnologia e produção - estão robustos.
Na mesma direção, o Citigroup elevou a previsão para o S&P 500, podendo encerrar 2012 em 1.425 pontos contra prognóstico de 1.375 pontos apontado em setembro.
"Acreditamos que os investidores vão suportar a volatilidade do primeiro trimestre e estes serão recompensados ao longo do ano", justificou em relatório Tobias Levkovich, analista do Citigroup.
Comentários
Últimas Notícias
- 12:22
Com IOF menor, consumidor economiza até R$ 4,6 mil - 12:21
TCU recomenda aprovação das contas do governo em 2011 - 12:00
Estoques de petróleo dos EUA sobem em 900 mil barris - 11:25
Vendas de casas novas nos EUA sobem 3,3% em abril - 11:07
Localiza aprova constituição de programa de ADR - 10:37
Passageiros fecham a principal avenida da zona leste de SP - 10:31
Hollande e Merkel vão centralizar cúpula da União Europeia










Análise séria e abrangente da qual se pode extrair informações bastantes esclarecedoras para o futuro da economia mundial. Somente acrestaria aí os reflexos das demais novas economias (Brasil, Rússia e India) que também terão seu quinhão de influencia na economia global.