A cautela dos investidores dita o ritmo das principais bolsas mundiais nesta quinta-feira (2/2).
Passada a euforia com indicadores econômicos positivos na China e alguns dos Estados Unidos, os agentes retornam à realidade com a crise européia no radar.
Segundo relatório da Bradesco Corretora, após rumores de que as conversas entre o Instituto Internacional de Finanças (IIF) e o governo grego sobre a reestruturação da dívida do país terminariam na véspera (1/02), o novo prazo para o encerramento das negociações ficou para sexta-feira (4/02).
Apesar disso, o ministro de Finanças grego, Evangelos Venizelos, reafirmou que o acordo está quase firmado, além de sinalizar que o texto deverá ser enviado para votação do Parlamento até o dia 13 de fevereiro.
Diante da indefinição com o cenário grego, os agentes mostram-se menos dispostos a assumir ativos de risco.
A Bradesco considera que as bolsas passam por correção devido aos problemas na Grécia e a expectativa de alguma definição na negociação entre os credores privados e o governo grego, "o que justifica este aumento de cautela dos investidores", ponderou.
Assim, o DAX, em Frankfurt, cresce 0,11%, em Paris, o índice CAC-40 desvaloriza 0,03%, enquanto em Londres, o índice FTSE 100 perde 0,27%.
Nos Estados Unidos, os índices futuros operam com ligeiro avanço. O Nasdaq, termômetro de tecnologia, expande 0,05%, o Standard & Poor's 500 sobe 0,11% e o índice Dow Jones aumenta 0,07%.
Na Ásia, as principais bolsas fecharam mistas. O índice de Hong Kong terminou com valorização de 2,00%, aos 20.739 pontos.
Na agenda de indicadores, destaque para o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) na Zona do Euro, que caiu 0,2% em dezembro, ficando abaixo do previsto por analistas.
Já em relação a agenda americana, o mercado aguarda os pedidos de seguro-desemprego e produtividade do trabalhador. Mas o foco mesmo da semana está nos números do mercado de trabalho do país, previstos para amanhã.
No mercado nacional, a previsão de analistas é de realização de lucros do Ibovespa, lembrando que na véspera encerrou em alta de 2,37%, aos 64.567 pontos.
No mercado de câmbio, o dólar comercial sobe 0,05% ante o real nesta manhã, cotado a R$ 1,7310 na compra e R$ 1,7330 na venda.
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