Andrade, da Black Bee: sistema de computador permite entender o cenário do crime
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A empresa brasileira Black Bee concilia métodos modernos com tecnologia de ponta para unificar e analisar dados, que permitem maior eficiência no combate à ação de criminosos em todo o país.
O seriado americano CSI: Miami mostrava a rotina de trabalho de uma equipe de investigadores que solucionava crimes através da mistura de métodos científicos, técnicas tradicionais e tecnologia de ponta, uma ficção televisiva que, mais um vez, viria confirmar o ditado popular de que são várias as situações em que a vida imita a arte.
Com um trabalho semelhante ao da ficção, a empresa Black Bee desenvolveu soluções tecnológicas que, aliadas a métodos convencionais, auxiliam a polícia nas investigações criminais.
Dentro de uma investigação policial, são vários os passos necessários para chegar a uma solução. Sobre as corporações recai responsabilidades e cada uma gera informações diferentes, usadas em específico para suas demandas.
Ciente desse quadro, a Black Bee desenvolveu uma solução para unir esses dados, espalhados em diferentes bancos, de modo que qualquer usuário pudesse cruzá-los até chegar a um resultado mais elaborada e com menos probabilidade de erros.
Robson Andrade, diretor da empresa avalia, que uma das melhores formas de prevenir um crime é por meio da investigação. E a Black Bee inicia esse processo com o monitoramento dos dados coletados dos Boletins de Ocorrência, relatórios, perícias e confissões.
"Por meio das informações geradas pelos bancos de cada instituição é possível saber os tipos de delitos, com que frequência ocorrem, em que dias ou períodos são cometidos, por que e como acontecem, e até mesmo, quem cometeu a infração."
De acordo com Andrade, após comparar esses pontos é possível criar um modelo de combate ao crime tendo como objetivo principal se antecipar à ação criminosa. "Isso é possível quando existe um estudo integrado dos dados que passam a gerar conhecimento."
Com clientes como o Ministério da Justiça, a Black Bee criou a ferramenta Estatísticas e Análise criminal. Por meio do serviço, que utiliza redes neurais, inteligência artificial, integração com geoprocessamento e gestão estratégica, é possível integrar qualquer sistema ou base de dados, mediante conectores que viabilizam o aprimoramento da informação.
O procedimento pode adotar ainda dados independentes como, por exemplo, redes sociais. "Através de uma pesquisa simples, é possível perceber relações ocultas. Isso possibilita um combate mais dinâmico e efetivo às fraudes, além de ilícitos em grande volume de dados."
Ação
Segundo Robson Andrade nem sempre foi fácil trabalhar com segurança pública no Brasil. A ausência da troca de dados entre as polícias e demais órgãos de segurança nacional, dificultava estabelecer ações mais eficientes no combate ao crime.
"A importância da ideia de conjunto da polícia ficou perdida, e o crime se organizava em torno dela. Eles (os criminosos) colocavam câmeras, tinham informação de base de dados e faziam um trabalho de inteligência, enquanto a polícia estava muito aquém disso."
O executivo explica que os comandos policiais costumam atuar em três frentes básicas: patrulhamento aleatório nas ruas, a execução de blitz e o desmembramento da corporação em pequenas unidades.
"As blitze, por exemplo, desgastam policiais e não trazem resultados satisfatórios. De igual modo, estabelecer um roteiro de patrulhamento sem critérios não reduz o crime. O ideal é pensar em ações estratégicas."
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