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Itaú quer reduzir os conflitos de interesse com a Redecard

Ana Paula Ribeiro   (aribeiro@brasileconomico.com.br)
07/02/12 13:52


"Como temos muitas operações com a Redecard cria conflitos de interesse", afirma Setúbal

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A expectativa é que a operação de compra das ações da Redecard seja finalizada entre 90 e 120 dias. O banco terá que desembolsar mais de R$ 11 bilhões na transação.

O Itaú pretende minimizar os conflitos de interesse com a Redecard com o fechamento de capital da empresa.

"Como temos muitas operações com a Redecard cria conflitos de interesse. Cria certa dificuldade em definir preço justo a ser pago. O melhor caminho é integrar totalmente. Ganhamos em agilidade", afirmou o presidente do Itaú, Roberto Setúbal.

A instituição financeira anunciou nesta terça-feira (7/2) a oferta pública das ações da Redecard, da qual é controladora.

A expectativa é que a operação seja finalizada entre 90 e 120 dias. O banco terá que desembolsar R$ 11,8 bilhões para recomprar esses papéis.

Setúbal afirmou que utilizará recursos do caixa, sem necessidade de captação. O impacto em Basileia, segundo o executivo, deve ser pequeno.

Inadimplência

O presidente do Itaú Unibanco afirmou ainda que a inadimplência pode dar uma "escorregada" ao longo do ano, mas que na média deve ficar estável. "Para 2012 pode dar uma escorregada para em torno de 5%, mas caindo no segundo semestre."

No ano passado, os atrasos acima de 90 dias equivaliam a 4,9% da carteira do banco, aumento de 0,7 ponto percentual sobre o registrado em 2010.

O Itaú espera crescimento mais acelerado do crédito a partir do segundo semestre, mas as projeções serão divulgadas apenas amanhã.

O Itaú espera um crescimento mais acelerado do crédito a partir do segundo semestre, mas as projeções serão divulgadas apenas amanhã na teleconferência com analistas.


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