Ações da Klabin registraram alta de 2,69%, para R$ 6,88, enquanto o Ibovespa caiu 1,62%
Comunidade
Com queda na demanda por celulose, preços recuam e ações de empresas brasileiras produtoras caem, pressionadas também pelo nível de endividamento; fabricantes de papel se saem melhor.
Diante dos problemas econômicos em mercados globais importantes, a fraqueza nas exportações vem reduzindo os preços da celulose. Os embarques do produto caíram 17% em outubro na comparação com setembro.
O impacto da pressão do mercado já afeta as ações de companhias brasileiras do setor, trazendo desconfiança sobre a saúde do fluxo de caixa das empresas.
No pregão desta quarta-feira (23/11), os papéis ordinários da Fibria (FIBR3) marcaram desvalorização de 5,10%, para R$ 12,64.
As ações da Suzano Papel e Celulose (SUZB5) recuaram 1,40% e fecharam cotadas a R$ 7,02.
De acordo com o analista do BTG Pactual, Edmo Chagas, os resultados de ambas companhias no quarto trimestre devem decepcionar investidores, devido aos baixos preços e volumes comercializados.
"Continuamos pensando que essas companhias terão que recorrer a novas ações para escorar seus balanços", afirma Chagas.
Os analistas estão pessimistas sobre as perspectivas de curto prazo para ambas as empresas devido ao seu nível de endividamento.
Para a equipe de análise do Bank of America Merrill Lynch (BofA), formada por Thiago Lofiego, Felipe Hirai e Karel Luketic, ainda há desvantagem no mercado de celulose no curto prazo, com riscos de deterioração suficientes para levar produtores de alto custo a paralisarem temporariamente suas produções.
Klabin
Na contramão, as companhias fabricantes de papel se sobressaem. A Klabin surge como o nome favorito do setor para o BTG Pactual.
Nesta quarta-feira, as ações da companhia (KLBN4) ocuparam a ponta mais alta do Ibovespa, com ganhos de 2,69%, para R$ 6,88 - enquanto o principal índice da BM&FBovespa recuou 1,62%.
O BofA reitera a recomendação de "compra" para Klabin e permanece com perspectiva negativa em relação aos produtores como Fibria - que tem recomendação "neutra" - e Suzano - com recomendação "underperform" (abaixo da média do mercado). O motivo? Preocupação com dívida e, logo, os riscos da necessidade de uma nova captação no mercado.
"Em nossa opinião, dado o ambiente macro incerto, as empresas com balanços pouco alavancados e fluxo de caixa serão mais atrativas", afirmam os analistas do BofA.
Comentários
Últimas Notícias
- 13:36
Fluxo cambial está negativo em US$ 1,5 bilhão - 13:30
Siemens vai investir US$ 1 bilhão até 2017 no Brasil - 13:15
Banco Mundial prevê expansão de 8,2% na China em 2012 - 12:58
Santa Catarina incentiva a formalização com microcrédito - 12:22
Com IOF menor, consumidor economiza até R$ 4,6 mil - 12:21
TCU recomenda aprovação das contas do governo em 2011 - 12:00
Estoques de petróleo dos EUA sobem em 900 mil barris









