"Estamos muito satisfeitos com nossas operações e aquisições no Brasil e eu, em particular, tenho motivos para ter especial carinho pelo seu país"
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A indústria global da publicidade ensaia uma retomada após sofrer os duros golpes da crise econômica - primeiro a do subprime, no fim de 2008 e que contaminou o mundo ao longo do ano seguinte, e agora, com os títulos soberanos europeus em xeque.
"Calcular o impacto da crise em 100 pontos base negativos para o ano inteiro não seria exagero", diz Maurice Lévy, CEO do Publicis, o terceiro maior grupo do mundo de comunicação e marketing e que no Brasil, entre outras, tem as agências Leo Burnett, F/Nazca e agora DPZ e Talent.
Segundo Lévy, o cenário ainda é incerto em 2012, "e a palavra de ordem é cautela", diz o executivo em entrevista exclusiva ao Brasil Econômico.
Nos últimos anos, o Publicis fez aquisições importantes no mercado brasileiro - as agências Talent e DPZ são apenas os exemplos mais vistosos da incursão do grupo por aqui.
Haverá um freio neste ano? Lévy repete o discurso proferido por dez em cada dez empresários estrangeiros: "Estamos muito satisfeitos com nossas operações e aquisições no Brasil e eu, em particular, tenho motivos para ter especial carinho pelo seu país".
Quando o assunto são novas aquisições, porém, ele admite tirar o pé do acelerador: "Faremos algumas aquisições, mas não planejamos nada da magnitude do que fizemos recentemente no Brasil".
Greenspan é o mordomo!
Além de comandar o terceiro maior grupo de publicidade do mundo, Maurice Lévy é também presidente da Associação Francesa de Empresas Privadas - a mais importante entidade corporativa da França e uma das mais fortes da Europa.
E é nesta condição que ele dispara contra quem julga ser responsável pelas consequências da crise de 2008. "Alan Greenspan (ex-presidente do Banco Central americano) e o governo dos EUA calcularam mal as terrível consequências do subprime. E até hoje o mundo inteiro está pagando por esse erro."
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