Apreciação cambial do período e liquidação dos contratos de equity swap beneficiarão a companhia, diz Brascan
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A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) deverá registrar no terceiro trimestre de 2009 lucro líquido de R$ 547 milhões, de acordo com estimativa da Brascan Corretora.
Se confirmadas as previsões, a empresa aumentaria em 1.268% o lucro líquido em relação ao mesmo período do ano passado, quando o número foi de R$ 40 milhões. Em comparação ao segundo trimestre, os ganhos seriam de 63%.
"O lucro líquido da CSN deve ser positivamente afetado pela apreciação cambial do período e pela liquidação dos contratos de equity swap que, devido à valorização das ADRs desde o final do segundo trimestre, devem apresentar ganhos no terceiro trimestre", dizem os analistas Rodrigo Ferraz e Pedro Montenegro.
Já a receita líquida, prevê a Brascan, será de R$ 3,060 bilhões, recuo de 24% em comparação aos mesmos meses de 2008 e aumento de 23% ante os três meses imediatamente anteriores.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da CSN, por sua vez, deverá recuar 53% ante o terceiro trimestre e avançar 35% em relação ao segundo trimestre de 2009, para R$ 986 milhões. Já a margem Ebitda, prevê a Brascan, será de 32,2%, contra 51,9% do mesmo período do ano passado e 29,2% do segundo trimestre.
"Projetamos uma alta significativa nas vendas de aço da CSN, influenciadas por um forte crescimento nas exportações, que deverão atingir pouco mais de 20% do volume total", diz a corretora. "Apesar de esperarmos preços constantes no mercado interno e em ascensão no mercado externo, um pior mix de vendas em ambos deverá levar a uma queda da receita líquida por tonelada", pondera a Brascan.
Já no caso das exportações, há ainda a apreciação cambial contribuindo para diminuir os preços em reais. "No segmento de mineração, além de uma significativa expansão do volume de vendas, esperamos que os preços do minério apresentem uma melhora frente ao divulgado no trimestre anterior, alcançando um valor bruto médio pouco abaixo de US$ 50 por tonelada."
Desta forma, diante de um cenário de forte crescimento de volume e, consequentemente, ganhos de escala, a corretora projeta uma melhora na margem Ebitda da companhia. "Também contribuindo para tal recuperação, citamos o CPV [Custo por Produtos Vendidos] por tonelada em queda no segmento siderúrgico, devido a estoques de semi-acabados progressivamente mais 'limpos' dos elevados custos aos quais foram produzidos no passado; e menores preços do carvão em reais, dada a apreciação cambial", diz a Brascan.
Por fim, o relatório ressalta que o desempenho da CSN na crise foi superior ao observado na Usiminas e na Gerdau, dada a maior resiliência nas sua margem Ebitda, que atingiu uma mínima de 28%, uma maior recuperação no volume de vendas, além da manutenção de um balanço muito saudável com uma confortável posição de caixa em relação ao seu endividamento.
"Entretanto, acreditamos que a acentuada valorização das suas ações neste ano já incorpore este cenário, não havendo mais espaço para upside", afirma a Brascan.
A corretora mantém a manutenção de "abaixo do desempenho do mercado" para as ações da CSN (CSNA3), com um preço-alvo de R$ 58,35, o que significa um potencial de desvalorização de 2,6% em relação ao fechamento de ontem.
A CSN divulga seus resultados trimestrais no dia 3 de novembro (terça-feira), após o fechamento do mercado.
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