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Papel & Celulose

Lucro da Fibria é quase cinco vezes maior no 4º trimestre

Micheli Rueda   (mrueda@brasileconomico.com.br) - Atualizado às 11h16
16/02/11 09:01


Para 2011, a Fibria planeja investir cerca de R$ 1,6 bilhão

Para 2011, a Fibria planeja investir cerca de R$ 1,6 bilhão

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O maior preço da celulose em reais, o melhor resultado financeiro e o efeito da adoção das normas internacionais de contabilidade elevaram o lucro líquido da Fibria em 369% no quarto trimestre.

Entre outubro e dezembro de 2010, o ganho da companhia foi de R$ 162 milhões, contra R$ 35 milhões apurado em igual época do ano anterior.

Apesar desse resultado, o lucro líquido anual recuou 77%, para R$ 603 milhões.

"O ano de 2010 começou mal, mas terminou bem", avaliou Carlos Aguiar, presidente da Fibria, em teleconferência com a imprensa.

Assim como em trimestres anteriores, o executivo lembrou que a desvalorização do dólar em relação ao real impactou negativamente as exportações - equilibrada por volume de vendas -, mas beneficiou a dívida em moeda estrangeira.

A receita líquida somou R$ 1,769 bilhão no trimestre e R$ 7,050 bilhões no ano, caracterizando um aumento de 4% e 18%, respectivamente.

No quarto trimestre, a produção de ceulose caiu 1% em relação ao mesmo período de 2009, para 1,375 milhão de toneladas, devido à ausência da Unidade Guaíba.

As vendas de celulose totalizaram 1,291 milhão de toneladas entre outubro e dezembro, valor 12% inferior ao observado um ano antes. Na comparação com o trimestre anterior, houve aumento de 8% nas vendas em virtude da retomdada da demanda da Ásia.  

No segmento de papel, a produção declinou 12% no trimestre, para 77 mil toneladas. Já as vendas diminuíram 9%, para 101 mil toneladas.

A geração operacional de caixa (Ebitda) ajustada foi de R$ 665 milhões no quarto trimestre, aumento de 32% frente ao último trimestre de 2009, devido ao avanço de 20% no preço médio líquido de celulose em reais.

No ano, a geração operacional de caixa foi 62% maior, totalizando R$ 2,749 bilhões.

Em seu demonstrativo financeiro, a Fibria explicou ainda que os recursos da venda dos ativos de Conpacel e KSR (R$ 1,5 bilhão) contribuirão para redução da sua dívida líquida, que ficou em R$ 9,9 bilhões em 2010, valor 11% menor ao verificado no ano anterior.

"A dívida vem sendo paga conforme cronograma estabelecido. Em 3 de janeiro foi realizado o pagamento de R$ 856 milhões. A última parcela, em 5 de julho deste ano, será de R$ 600 milhões", esclareceu João Elek, diretor financeiro e de relações com investidores da Fibria.

Investimentos 

Para 2011, a Fibria planeja investir cerca de R$ 1,6 bilhão. Deste total, R$ 1,1 bilhão será alocado na manutenção da operação, dos quais R$ 670 milhões serão investidos na renovação florestal.

"Os investimentos em expansão compreendem principalmente o desenvolvimento da base florestal para viabilização da expansão da Unidade Três Lagoas", apontou a companhia.

Preços

Quanto aos preços da celulose, resguardando a posição de não poder comentar muito a respeito, Aguiar acredita que 2011 terá "regularidade de preço e demanda".

"A demanda da Ásia tem subido. A demanda da Europa, apesar de todas as complicações [crise da dívida nos países da Zona do Euro] está regularizada e nos Estados Unidos está tranquilo", comentou o presidente da Fibria.

Elek ponderou, no entanto, que os preços da celulose de mercado praticados em janeiro foram de US$ 850 por tonelada, enquanto em dezembro estava em US$ 870 por tonelada.

"O mercado está se recuperando com mais volume, não temos muito a dizer sobre preço futuro", considerou o diretor financeiro e de relações com investidores da Fibria.

Dividendos

A companhia vai realizar Assembleia Geral Ordinária (AGO), em 28 de abril, para avaliar a proposta de pagamento de dividendos referentes ao exercício de 2010 e 2009, no valor total de R$ 264 milhões.


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