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Resultados

Lucro da Petrobras recua 12% em 2009, para R$ 28,9 bilhões

Brasil Econômico   - Colaborou Ricardo Rego Monteiro/Correspondente no Rio de Janeiro - Atualizado às 20h09
19/03/10 19:09


A Petrobras lucrou R$ 8,129 bilhões no quarto trimestre de 2009, montante 31% superior ao reportado no mesmo período de 2008, segundo balanço divulgado nesta sexta-feira (19).

No acumulado do ano, a petrolífera teve um lucro líquido de R$ 28,982 bilhões, queda de 12% sobre os 12 meses do ano retrasado, quando os ganhos somaram R$ 32,988 bilhões.

De acordo com o comunicado da estatal, o resultado reflete a redução nos preços de venda de petróleo e derivados, as perdas cambiais durante o período em que a companhia manteve exposição líquida ativa em dólar e a despesa extraordinária com participação especial.

A receita operacional líquida recuou 8,6% entre outubro e dezembro, em relação ao mesmo período de 2008, para R$ 47,633 bilhões. No acumulado de 2009, a receita operacional líquida atingiu R$ 182,710 bilhões, decréscimo de 15% frente a 2008.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 62,8% no último trimestre, para R$ 15,016 bilhões, em comparação à igual período do ano anterior. Já nos doze meses de 2009, o Ebitda da companhia avançou 5%, para R$ 59,944 bilhões, em termos anuais.

A produção total de petróleo e gás natural em 2009 aumentou 5% em relação ao ano anterior, atingindo a média de 2,526 milhões de barris por dia, devido ao aumento na produção das plataformas P-52 e P-54 no campo de Roncador e da P-53 em Marlim Leste.

O saldo da balança comercial da Petrobras apresentou um superávit volumétrico de 156 mil barris diários em 2009, em decorrência do aumento da produção total de petróleo no país e da redução de 23% no total de derivados importados. 

"Com relação ao pré-sal, o ano de 2009 foi produtivo e de muito conhecimento", disse em nota José Sergio Gabrielli de Azevedo, presidente da estatal. As reservas totais da companhia - 14,865 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em 2009 - já contam com 182 milhões de boe das descobertas do pré-sal da Bacia do Espírito Santo.

Dívida

O endividamento bruto da estatal aumentou significativamente em 2009, para R$ 100,329 bilhões, o que representa uma alta de 55% frente aos R$ 64,713 bilhões vistos em 2008.

No entanto, a empresa conseguiu elevar o prazo médio da dívida total em 77%, de 4,2 anos para 7,5 anos. O aumento decorreu de uma política responsável não só pela captação de R$ 74,3 bilhões com prazo médio superior a dez anos, como também pela amortização de R$ 27,28 bilhões de dívida de curto prazo.

Investimentos

A estatal informa que foram investidos R$ 70,757 bilhões em 2009, principalmente na ampliação da capacidade futura de produção de petróleo e gás natural nas refinarias, "visando à ampliação e melhoria da qualidade dos combustíveis e da malha de gasodutos no país, o que permitirá um melhor escoamento da produção e o atendimento dos mercados", afirmou a petrolífera em comunicado.

A Petrobras reiterou sua meta de se tornar a quinta maior companhia do setor no mundo. O presidente da estatal enfatizou também que a companhia se prepara para o novo marco regulatório do setor de petróleo no Brasil.

No dia em que aprovou o novo plano de negócios para o período 2010 a 2014, que prevê investimentos de US$ 200 bilhões a US$ 220 bilhões, a Petrobras autorizou também o encaminhamento do orçamento de capital para o ano de 2010, no valor de R$ 88,5 bilhões, a Assembléia Geral Ordinária (AGO), a ser realizada no dia 22 de abril de 2010.

Desempenho

Os papéis preferenciais da estatal petrolífera (PETR4) encerraram o dia em queda de 2,13%, cotados aos R$ 36,23. No mesmo sentido, as ações ordinárias (PETR3) tiveram recuo de 2,05%, negociados a R$ 40,55.

Dividendos

Os dividendos propostos totalizam R$ 8,335 bilhões, dos quais R$ 7,195 bilhões já foram antecipados aos acionistas ao longo de 2009, na forma de juros sobre capital próprio, gerando um benefício fiscal de R$ 2,446 bilhões. Em 31 de dezembro, o valor de mercado da companhia alcançou R$ 347,085 bilhões, 55% superior ao ano anterior.

Conselho

Em coletiva à imprensa, Almir Barbassa, diretor financeiro e de relações com investidores da Petrobras, confirmou que o Conselho de Administração da Petrobras aprovou, na mesma reunião que ratificou o resultado da companhia, o nome do ministro da Fazenda, Guido Mantega, como novo presidente do Conselho, no lugar da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Também foi aprovada a indicação do atual secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimermann, para a vaga do conselho destinada ao titular do ministério, hoje ocupada pelo ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau.


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