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Imóveis

Lucro líquido da Cyrela recua 17,7% em 2010

Brasil Econômico   (redacao@brasileconomico.com.br)
28/03/11 20:48


Os lançamentos de 2010 ficaram 59,5% concentrados no último trimestre, em decorrência das datas das aprovações de grandes projetos

Os lançamentos de 2010 ficaram 59,5% concentrados no último trimestre, em decorrência das datas das aprovações de grandes projetos

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A incorporadora e construtora de imóveis Cyrela reportou nesta segunda-feira (28/3) lucro de R$ 600,2 milhões no ano passado, valor 17,7% menor do que os R$ 729,3 milhões obtidos em 2009.

No último trimestre de 2010, o lucro foi de R$ 82,5 milhões ante R$ 207,7 milhões no mesmo período de 2009, configurando uma queda de 60,3%. 

A receita líquida teve acréscimo de 19,6%, ao atingir R$ 4,890 bilhões em 2010. No ano anterior o valor obtido foi de R$ 4,088 bilhões. Já no quarto trimestre o aumento foi de 16,6%, com R$ 1,389 bilhão ante R$ 1,192 bilhão no mesmo intervalo de 2009.

Em 2010, o valor da geração operacional de caixa (Ebitda - lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 808,3 milhões perante R$ 911,3 milhões em 2009, resultando em uma queda de 11,3%.

No último trimestre de 2010, a queda foi ainda maior. O recuo na geração operacional de caixa foi de 44,9% devido a uma queda de R$ 257,4 milhões no quarto trimestre de 2009 para R$ 141,9 milhões em igual período de 2010.

Aumento de custos

No último trimestre, o custo de incorporação imobiliária residencial, que representa 97,5% do custo total do período, teve aumento de 31,9% em relação ao mesmo intervalo de 2009, em grande parte, pelo início da construção dos novos empreendimentos, que foi responsável pelo acréscimo de 38,7% do custo total de incorporação.

Em todo o ano passado, o custo de incorporação imobiliária aumentou 24,5% em relação a 2009, principalmente devido ao início da construção de novos empreendimentos (18,6% do custo total de incorporação no ano).

Lançamentos e vendas

Os lançamentos de 2010 ficaram 59,5% concentrados no último trimestre, em decorrência das datas das aprovações de grandes projetos (Valor Geral de Vendas (VGV) acima de R$ 100 milhões) em todo o Brasil.

Os lançamentos somaram R$ 7,610 bilhões em VGV e as vendas contratadas totalizaram R$ 6,172 bilhões.


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