Os papéis ordinários da Redecard (RDCD3) apresentaram desvalorização de 22,5% no segundo trimestre
Comunidade
A Redecard anunciou nesta sexta-feira (30) um lucro líquido recorrente de R$ 374,6 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 9,1% maior quando comparada aos R$ 343,3 milhões visto um ano antes.
A receita operacional líquida ficou em R$ 862,9 milhões, apresentando um crescimento de 16,6% em relação ao segundo trimestre de 2009.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) ajustado foi de R$ 581,7 milhões no período, expansão de 9,1% em relação ao registrado entre abril e junho do ano passado.
Em comunicado enviado à Comisssão de Valores Mobiliários (CVM), a Redecard informou que capturou R$ 41,8 bilhões em transações com cartões de crédito e débito no segundo trimestre de 2010, representando um aumento de 19,8% frente ao conquistado um ano antes.
A receita das transações com cartões de crédito foi de R$ 409,2 milhões no trimestre passado, representando um crescimento de 17,5% sobre igual período de 2009.
O resultado foi decorrente da combinação de crescimento de 22% no volume financeiro das transações e variação negativa na taxa de desconto líquida média de 1,48% para 1,43%.
Já a receita das transações com cartões de débito ficou em R$ 102,4 milhões, representando um crescimento de 14% em termos anuais, decorrente, principalmente, do crescimento de 15,2% no volume financeiro das transações.
As despesas operacionais apresentaram um crescimento de 37,3% no segundo trimestre deste ano, em comparação ao mesmo período do ano anterior, em parte devido à continuidade dos investimentos em publicidade para posicionar a marca Redecard e ao aumento do número de funcionários.
Marketing
As despesas de marketing totalizaram R$ 23 milhões no segundo trimestre, sendo R$ 10,0 milhões ou 77,1% maiores quando comparadas ao mesmo período de 2009, "em função da continuidade dos investimentos em publicidade para posicionar a marca Redecard iniciadas em agosto de 2009", disse o comunicado.
Ações
Em 30 de junho de 2010, as ações da Redecard estavam cotadas a R$ 25,50, indicando um valor de mercado aproximado de R$ 17,2 bilhões.
Os papéis ordinários da Redecard (RDCD3) apresentaram desvalorização de 22,5% no segundo trimestre. No mesmo período, o Ibovespa cumulou baixa de 13,4%, para 60.935 pontos.
Destaques
- A Fitch Ratings reafirmou, em 12 de abril, os IDRs (Issuer Default Ratings) de Longo Prazo em Moeda Estrangeira e Local BBB e o Rating Nacional de Longo Prazo AAA(bra).
No dia 28 do mesmo mês, a Redecard concluiu a emissão de notas promissórias comerciais no valor total de R$ 724 milhões, com vencimento em 330 a 360 dias, remuneradas a 105,25% da taxa de Depósitos Interbancários (CDI), adquiridas por investidores qualificados com ágio de 0,05%.
- No final do trimestre, a Redecard comunicou que seu conselho de administração deliberou o pagamento de R$ 690,8 milhões aos seus acionistas, sendo em 10 de agosto deste ano juros sobre capital próprio no montante bruto de R$ 26,3 milhões, e, em 19 de agosto, dividendos no montante de R$ 664,5 milhões.
Esse montante equivale a uma distribuição de R$ 1,0268 por ação, o que representa 95% do resultado do primeiro semestre de 2010.
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