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Alimentos

Lucro trimestral da Marfrig cresce 41,3% para R$ 62 mi

Felipe Peroni   (fperoni@brasileconomico.com.br)
31/03/11 09:01


Operações da Marfrig: abate interno cresceu 69,2%, para 2,7 milhões de cabeças de gado

Operações da Marfrig: abate interno cresceu 69,2%, para 2,7 milhões de cabeças de gado

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O lucro líquido da Marfrig Alimentos cresceu 41,3% no quarto trimestre de 2010, alcançando a cifra de R$ 62,4 milhões, em período marcado pela consolidação de empresas adquiridas.

A receita operacional líquida mais do que dobrou no período, ao atingir R$ 5,3 bilhões, ante R$ 2,6 bilhões no quarto trimestre de 2009.

Com melhores preços de carne bovina no varejo, o destaque da empresa foi o mercado brasileiro. O faturamento no mercado interno cresceu 117%, a R$ 3,9 bilhões no quarto trimestre, e soma R$ 10,6 bilhões no ano. No acumulado de 2010, a produção interna cresceu 69,2%, para 2,7 milhões de cabeças de gado.

A geração operacional de caixa, termômetro de eficiência da empresa, cresceu 284% no quarto trimestre, a R$ 572,9 milhões. No ano, o avanço é de 107%, a R$ 1,5 bilhão.

A companhia viu também uma retomada gradual das exportações no ano. O volume exportado cresceu 21,1% no acumulado de 2010, para 173,4 mil toneladas. 

A Keystone Foods, empresa comprada pela Marfrig em outubro do ano passado, anunciou receita líquida de R$ 4,8 bilhões no ano. Nos Estados Unidos, a companhia atende mais de 31,6 mil restaurantes, com 4 centros de distribuição.

O ano foi marcado pela consolidação da Seara, adquirida em 2009, que aumentou a produção em 146,1% para 649 milhões de aves. Segundo a Marfrig, foram captadas sinergias de R$ 55,3 milhões com a Seara ao longo de 2010.

A companhia também obteve aumento de 16,2% na produção de frango na Europa. Com as persistentes barreiras comerciais europeias, a empresa adotou a estratégia de crescer por meio de aquisições, e detém unidades no Reino Unido, na Holanda e na França.

Em contrapartida, a produção da empresa na Argentina teve recuo de 18,5%, com 570 mil cabeças de gado. Além da baixa disponibilidade de boi gordo para o abate, a empresa se queixa de controle de preços e restrição às exportações pelo governo do país. 

No ano, a utilização média da capacidade nos frigoríficos de lá não passou de 60%. No Uruguai, a produção declinou 9,2%, com menor oferta de gado, a 504 mil cabeças.


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