O mercado cativo da Companhia Paranaense de Energia (Copel) expandiu 5,4% em 2011, no confronto com o ano anterior, em meio ao consumo de 22.454 GWh.
De acordo com a empresa, a classe comercial apresentou o crescimento mais expressivo das demais, ao mostrar o consumo ampliado em 6,8% no ano, somando 4.769 GWh.
O avanço foi dado "pela evolução da renda e pelo aumento do crédito, principalmente o habitacional, que estimularam os setores de móveis e eletrodomésticos e de materiais de construção", justificou em comunicado.
Dentre as outras classes (poderes públicos, iluminação pública, serviços públicos e consumo próprio), o consumo de energia somou 2.122 GWh em 2011, alta de 3,7%.
Já a classe industrial cresceu 5,3%, consumindo 7.467 GWh no acumulado do ano.
De acordo com a empresaa, o crescimento foi influenciado pelo acréscimo da produção industrial paranaense, particularmente dos setores de veículos automotores, refino de petróleo e produção de etanol e máquinas, aparelhos e materiais elétricos.
Por sua vez, a classe residencial consumiu 5,0% a mais de energia ao longo de 2011, totalizando 6.224 GWh, motivada pela expansão do emprego e da renda na área de concessão.
Por último, a classe rural consumiu 1.872 GWh e cresceu 5,5% em 2011, com aumento de 2,2% na base de clientes.
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Na ausência de uma efetiva política nacional de eficiência energética e energias alternativas, qualquer aumento de demanda de produção industrial resulta em aumento de consumo. Os setores de Etanol e de Petróleo, por exemplo, poderiam utilizar a cogeração como alternativa para expansão da produção.