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Thaís Costa

Mercado de bom tamanho

27/01/11 07:42 | Thaís Costa - Editora executiva do Brasil Econômico



A consumação da entrada da Portugal Telecom no capital da Oi promete trazer bons frutos para todos os envolvidos. O mercado de telefonia brasileiro se consolida com seis empresas brigando entre si, uma competição consistente e capaz de levar ao consumidor as vantagens da eficiência com a qual cada uma delas tentará conquistá-lo.

Capitalizada com os R$ 8,32 bilhões trazidos pela PT na negociação que se efetivou ontem, a Oi poderá reduzir a dívida remanescente da compra da Brasil Telecom, reafirmando-se na segunda posição do ranking nacional.

A PT segue operando no Brasil, como sempre fez questão. Afinal, o país tornou-se imprescindível para a companhia manter o crescimento e o pé no futuro, especialmente diante da recém-agravada estagnação do mercado português. Poderá agregar à Oi sua expertise em banda larga, segmento no qual todas deverão mergulhar nos próximos anos, com o apoio do governo.

Os consumidores também sairão ganhando por usufruírem de um mercado tão parrudo, no qual a Telefônica se mantém em primeiro lugar, posto que conquistou ao adquirir os 50% da PT na Vivo e assim poder incorporar a operadora celular ao grupo.

Claro-Embratel vem em terceiro. Depois das três gigantes, a uma distância razoável, surgem a GVT, que opera em nichos mas se mantém munida de boas intenções e muitos dólares; a Nextel, que já comprou faixa de espectro e promete desembarcar em breve de Norte a Sul, e finalmente a Tim, que continua com situação estável no mercado de telefonia móvel.

Daqui para a frente, o que aguarda o mercado? Há quem arrisque que o próximo evento será a internacionalização da Oi.

Depois de ter se consolidado como uma empresa abrangente nacionalmente, ter recheado o caixa com os euros de Portugal, a Oi poderá se aproveitar da experiência internacional da parceira recém-adquirida e desembarcar na África, especialmente a de língua portuguesa. Não há dúvida, trata-se de um mercado de bom tamanho.

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Thais Costa é editora executiva do Brasil Econômico


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