Designer leva para a rede mundial de computadores a oferta de peças feitas sob medida. Inicialmente, a venda será feita a clientes do Rio de Janeiro e São Paulo, mas em breve o raio de atuação será ampliado.
São poucas as mulheres que resistem a uma joia. Com diferentes tamanhos, formas e cores, o acessório faz parte do vestuário da maioria das consumidoras.
Se antes era preciso passar pelos corredores dos shoppings ou ficar horas no trânsito para conseguir comprar uma peça, agora é possível levar uma para casa com um simples clique do mouse.
Com o mercado crescente de vendas on-line, o ramo de joias já entrou nessa tendência. Segundo a consultoria e-bit, no primeiro semestre de 2011, os produtos de saúde, beleza e medicamentos representaram 11% em volume de pedidos, ficando atrás apenas do segmento de eletrodomésticos e informática.
De acordo com a empresa especializada em informações de vendas on-line, a previsão é de que no ano passado o comércio eletrônico tenha apresentado um faturamento de R$18,7 bilhões, o que representa uma alta de 26% ante o resultado visto em 2010.
De olho nesse potencial, a designer Fernanda Fernandes mergulhou nessa ideia. Após uma viagem cultural pela Europa, a empresária criou a Guilda Joias, uma empresa que vende peças exclusivas pela internet.
A imersão cultural aconteceu na Europa, mais precisamente em um passeio por Firenze, na Itália. "Fiquei apaixonada pela história da cidade. Estudei as formas, os desenhos e as composições de cores que me ajudaram a desenvolver a coleção."
Além disso, Fernanda estudou como desenvolver as primeiras peças. "É preciso estudar bastante, entender o que fica bem, o que funciona e principalmente do que as mulheres vão gostar. Depois vem o trabalho de fundição e acabamento."
Após um processo que dura 30 dias, é hora de as joias ganharem donas. E o caminho utilizado pela empresária foi a internet. Por meio de uma loja virtual, Fernanda consegue vender joias para o Rio de Janeiro e São Paulo e já estuda ampliar as operações.
"Minha geração não é tão acostumada com a internet, mas quis apostar na tecnologia para consolidar a marca. Estou surpresa com as possibilidades que ela pode oferecer."
O site que está no ar desde janeiro deste ano já desperta na executiva várias formas de ampliar os negócios. "Estou desenvolvendo a proposta de joias personalizadas, além de um canal para revendedoras."
Fernanda sabe, porém, que para a loja virtual dar certo é preciso focar em duas frentes: marketing e pagamento seguro.
"Para vender por esse tipo de plataforma, é preciso dar bastante importância a como você apresenta seu produto. Além disso, fiz questão de criar um caminho simples para o pagamento, mas que fosse seguro para os usuários."
Atenta a isso, a empresa de pagamentos on-line PayPal encerou 2011 com 3 milhões de clientes e 30 mil varejistas no Brasil. Segundo a companhia, tem ocorrido um crescimento na adesão à tecnologia pelos pequenos empresários.
E, mesmo com as facilidades da internet, a empresária à frente da marca Guilda Joias explica que algumas coisas funcionam como em qualquer loja presencial. "Oferecemos garantia e manutenção para as peças. Mesmo com um formato de venda diferente, algumas coisas não podem mudar", ressalta.
Segurança
De acordo com o levantamento da e-bit, a reputação das lojas virtuais e a segurança que ela transmite para seus clientes é algo a ser levado em conta.
Segundo a pesquisa, 70% dos respondentes disseram que selos de certificações dados aos varejistas pela qualidade dos produtos oferecidos são os itens de segurança mais importantes. Ainda conforme o levantamento feito com 2.043 e-consumidores, 49% acreditam ser mais seguro comprar atualmente do que há dois anos.
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