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Investimentos

"Mercado discute quem vai comprar Gafisa", diz analista

Weruska Goeking   (wgoeking@brasileconomico.com.br)
27/01/12 09:32


O pessimismo do mercado em relação às ações da incorporadora é resultado dos problemas da compra da Tenda

O pessimismo do mercado em relação às ações da incorporadora é resultado dos problemas da compra da Tenda

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O analista Leandro Ruschel vê tendência de queda das ações da Gafisa, a despeito de pregão positivo na quinta-feira, e diz que investidores não deixam o preço baixar mais porque aguardam sua venda.

Após um ano pesado para as ações do setor de construção civil, boa parte das construtoras e incorporadoras deu sinal de recuperação já no início de 2012, enquanto os papéis da Gafisa (GFSA3) acumulavam perdas mesmo nos pregões em que todos os seus pares registravam alta. 

O pessimismo do mercado em relação às ações da incorporadora é resultado dos problemas da compra da Tenda, construtora popular que teve de desistir de empreendimentos - já comercializados - para tentar diminuir os prejuízos.

"A Gafisa vem de uma tendência de baixa mais longa e nas últimas semanas montou congestão num movimento lateral", afirma o analista técnico Leandro Ruschel, sócio da Leandro & Stormer, que adianta rumores de que o mercado aguarda a venda da Gafisa.

"Ficou claro que a compra da Tenda foi uma operação desastrosa e o papel só não perde mais valor porque o que hoje se discute no mercado é quem vai comprar a Gafisa", revela.

Na sessão de quinta-feira (26/1) o ativo, que chegou a recuar 8,5% em novembro por resultados negativos do terceiro trimestre, tomou fôlego e avançou 4,71%, para R$ 4,45. 

"O papel está seguindo a movimentação positiva no setor, mas não se enquadrou em uma tendência de alta. Ainda não vi, no longo prazo, uma tendência de alta", avalia o grafista.

De acordo com Ruschel, o suporte do papel (patamar que, se perdido, aponta para uma chance de queda em sequência) está em R$ 4,10, e a resistência (ponto que, se superado, indica a possibilidade de continuidade de movimento de alta da ação) é de R$ 4,70.

"Há uma chance do papel buscar os R$ 4,70, mas não há reversão clara. Para o longo prazo a tendência é de baixa. No curtíssimo prazo até é possível que ele tente os R$ 4,70, pois já montou dois topos nesse patamar em 3 e 10 de janeiro", avalia Ruschel, que acredita que o melhor a ser feito, no momento, é se manter de fora das negociações desse papel.

 


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