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Câmbio

Mercado se ajusta pelo feriado e diminui a queda do dólar

Brasil Econômico   - Por Cesar Bianconi/Reuters
03/09/10 17:51


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Desempenho Global

Nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo

Nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo "pretende agir fortemente" para coibir uma valorização maior do real

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A cautela antes de feriados nos Estados Unidos e no Brasil prevaleceu no mercado de câmbio, com o dólar praticamente anulando a queda do começo da sessão após ser cotado nos menores níveis do ano.

A moeda americana terminou o dia com ligeira oscilação negativa de 0,06%, a R$ 1,731. Pela manhã, o dólar chegou a valer R$ 1,717, menor nível desde dezembro de 2009, após três baixas consecutivas nas sessões anteriores.

Segundo profissionais do mercado, a redução da queda do fim da sessão aconteceu pela cobertura de posições antes do Labor Day nos EUA, na segunda-feira (6), e do feriado da Independência no Brasil, na terça-feira (7).

"É um ajuste do câmbio em decorrência das fortes quedas dos últimos dias", disse Rodrigo Nassar, gerente da mesa financeira da corretora Hencorp Commcor.

"E também um pouco de receio de o BC divulgar algum swap reverso. O pessoal não quer ficar muito vendido nesses níveis (de preço) no final de semana", completou.

A expectativa com uma atuação mais firme do governo caso o dólar caísse abaixo de R$ 1,75 manteve a taxa de câmbio praticamente estável ao longo de agosto.

Nesta sexta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o governo "pretende agir fortemente" para coibir uma valorização maior do real.

Na BM&FBovespa, os estrangeiros já exibiam na quinta-feira quase US$ 11 bilhões em posições vendidas, ou cerca de 217 mil contratos de dólar futuro e cupom cambial (DDI).

A aposta na queda do dólar e na entrada de capitais no país no curto prazo é baseada, principalmente, na bilionária oferta de ações da Petrobras.

A iminência da capitalização, inclusive, deve manter a pressão de baixa sobre o dólar na volta do feriado, afirmou Sidnei Nehme, diretor-executivo da NGO Corretora, em relatório.

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