Veículos

Mercedes converte fábrica para liderar

Gabriel Ferreira   (gferreira@brasileconomico.com.br) | De Juiz de Fora
29/03/12 19:08


Ziegler, presidente da Mercedes no Brasil: planta de caminhões está entre as mais modernas do mundo

Ziegler, presidente da Mercedes no Brasil: planta de caminhões está entre as mais modernas do mundo

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Montadora investe R$ 450 milhões para produzir caminhões de última geração onde antes havia unidade de carros de luxo.

Até bem pouco tempo o pátio da fábrica da Mercedes-Benz em Juiz de Fora (MG) era tomado por carros de luxo.

Desde 2 de janeiro, porém, o cenário é bem diferente. Ao invés dos modelos CLC que foram fabricados por lá até 2010 e que eram exportados para todo o mundo, o que se vê no pátio são caminhões Actros e Accelo.

Converter a fábrica de carros em uma linha de montagem de caminhões demorou um ano e custou cerca de R$ 450 milhões à Mercedes. Com esse investimento a empresa montou uma das fábricas de caminhão mais modernas do mundo.

"Selecionamos tudo o que havia de melhor em fabricação e aplicamos nesse projeto", afirma Ronald Linsmayer, vice-presidente de Produção da Mercedes.

Exemplo dessa modernidade é visto na unidade, prevista para estar concluída no segundo semestre, em que não há esteiras de rolamento transportando os chassis em processo de montagem. Tudo é levado por carrinhos elétricos ultraresistentes, tecnologia rara até mesmo na Europa.

É fácil compreender os motivos que levaram a Mercedes a investir em uma fábrica tão moderna depois de ver o quadro de metas para 2012 pregado no escritório de Juiz de Fora. Entre vários objetivos, dois se destacam: melhorar a produtividade e superar o líder regional. Há nove anos a empresa perdeu a liderança do setor para a Man.

"Se houvesse alguma forma de recuperar o primeiro lugar de hoje para amanhã, eu faria", diz Jürgen Ziegler, presidente da Mercedes-Benz do Brasil.

A fabrica de Juiz de Fora também ajuda a empresa a resolver dois problemas. A linha Accelo era produzida na planta de São Bernardo do Campo, que já está muito próxima de seu limite.

Já os Actros, importados da Alemanha, não podiam ser financiados pelo Finame. Até 2014, essa linha deve atingir os 60% mínimos para dar acesso a essa linha de crédito. "Até lá, nosso banco oferecerá taxas de juros muito convidativas", afirma Ziegler.

Fornecedores

Três dos principais parceiros da montadora ocupam metade de uma área reservada para fornecedores estratégicos: Randon, Maxion e Seebel. Nas próximas semanas deve ser anunciada a chegada de uma fabricante de bancos cujo nome ainda é mantido em sigilo.

* O repórter viajou a convite da empresa.


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