Ticker Bolsa 1

Ticker Bolsa 2

Aviação

Mesmo com a crise, demanda ainda está boa, diz Embraer

Ana Paula Machado   (amachado@brasileconomico.com.br)
21/09/11 19:37


Europa tem 25% de participação nos negócios totais da Embraer

Europa tem 25% de participação nos negócios totais da Embraer

Collapse

Comunidade

Partilhe: del.icio.us   Digg   Facebook   TwitThis   Google   Mixx   Technorati  

A crise internacional não será uma avalanche para os negócios da fabricante brasileira de aeronaves Embraer.

A previsão otimista é do vice-presidente de Aviação Comercial da empresa, Paulo César Souza e Silva, que afirmou que no ano que vem os pedidos de aviões deverão ser iguais ou um pouco maiores que as realizadas em 2011.

"Não estamos vendo reduções de pedidos apesar da crise que se instala na Europa. As companhias aéreas sabem que tem que investir e não devem diminuir os pedidos. A demanda ainda está boa, deverá cair um pouco mas nada que refaça nosso planejamento. Não ocorreu desistência da carteira", disse Souza e Silva.

A carteira de pedidos da Embraer até o segundo trimestre foi de US$ 15,8 bilhões e no mesmo período do ano passado as encomendas somaram US$ 15,3 bilhões.

"Devemos entregar cerca de 100 aeronaves este ano e em 2012 manteremos este ritmo. O mercado ainda está comprador e vamos ter vendas melhores que em 2010, temos três meses ainda de negociação", afirmou o executivo.

Um dos mercados que vem sustentando a demanda em alta é o chinês. Segundo a Embraer, nos próximos 20 anos a China demandará 975 novos jatos da fabricante brasileira, o que representa 13% da demanda global.

"Somos líderes no segmento que atuamos com mais de 80% dos negócios naquele país e, mesmo com a entrada de um novo concorrente nas vendas, vamos manter essa liderança até 2030. Temos conhecimento do mercado e isso é importante", ressaltou o executivo.

Desde a primeira entrega de jatos para a China, em 2000, a Embraer já tem voando nos céus do país da Grande Muralha 90 jatos comerciais de até 120 assentos.

Outro mercado importante para a Embraer é a Europa, a região tem 25% de participação nos negócios totais da companhia. "Temos clientes importantes e estamos em processo de prospecção de novas vendas na Europa. Como disse, a crise atual é a mesma de 2008, só tivemos um refresco de um ano. E as companhias terão que investir", disse o executivo.

Uma das empresas que deverá aumentar a frota de Embraer na Europa é a Alitalia. A companhia, que já tem uma encomenda de 20 jatos entre 190 e 175, vai definir até o final deste ano se encomenda ou não mais quatro aviões da fabricante brasileira. O presidente mundial da Alitalia, Rocco Sabelli, disse que a empresa está em processo de renovação de sua frota para atender a demanda crescente na região.

"Os jatos Embraer são operados em rotas dentro da Itália e na Europa e é um negócio que vai representar 15% de nosso faturamento. Por isso, estamos estudando o aumento da frota para atender a demanda nessa região", disse Sabelli.

A Alitalia tem um plano de renovação de frota e deve investir até 2012 cerca de € 2 bilhões, sendo que o contrato com a Embraer demandou € 400 milhões somente na encomenda de 20 jatos.

"2/3 desse volume já foi aplicado e até o final do ano que vem vamos finalizar o investimento. Todos os nossos aviões serão diferentes dos que estavam em operação em 2009, quando começou o processo de reestruturação da companhia", explicou o executivo.

Segundo ele, dos 160 jatos que operam na Alitalia 60 serão novos aviões e o restante deverá sofrer modificações no seu interior.

"Será uma frota totalmente renovada e vamos encomendar também mais quatro aeronaves de longo curso, usadas em viagens transatlânticas. Até o final do ano definimos se vamos comprar Boeing ou Airbus", acrescentou.

Sabelli ressaltou que este ano a empresa conclui o processo de reestruturação e atingirá o equilíbrio entre receita e dívida.

"Vamos fechar com um faturamento de € 3,6 bilhões e transportar 25 milhões de passageiros. Esse resultado é bem superior ao alcançado em 2010 e também em 2009. No próximo ano já podemos vislumbrar um crescimento da companhia no mundo, com a entrada em novos mercados".

Em 2010, a Alitalia faturou € 3,2 bilhões e transportou 23,5 milhões de pessoas e em 2009, ano do início da reestruturação, fechou com receita de € 2,9 bilhões e 21,7 milhões de passageiros transportados.


Comentários

Ainda não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Envie o seu comentário

Os comentários enviados serão publicados após aprovação. O Brasil Econômico reserva-se o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão

outros jornais da EJESA