David Beckham, no Los Angeles Galaxy, e Thierry Henry, no New York Red Bulls, são os principais jogadores.
Apesar de ser reconhecido pelo sucesso em esportes como o basquete, hóquei e baseball, os Estados Unidos também jogam bola com os pés e a liga de futebol do país, a Major League Soccer (MLS), apresenta cada vez mais crescimento.
Com média de público de 17.872 pessoas por partida, a liga supera até mesmo o Campeonato Brasileiro, que em 2011, foi de 14.976 pagantes por jogo, de acordo com dados da consultoria Deloitte.
Atualmente, apenas dois jogadores conhecidos mundialmente jogam nos gramados americanos, o inglês David Beckham, no Los Angeles Galaxy, e o francês Thierry Henry, no New York Red Bulls.
A disseminação do futebol no país ainda encontra desafios, como explica Robert Alvarez, professor de núcleo de esportes da ESPM. "O esporte enfrenta a mesma resistência que o futebol americano encara aqui. É um esporte de nicho e não consegue o mesmo investimento que a NBA, NFL e NHL, por exemplo. Mesmo assim, tem atraído grandes empresas e logo ganhará escala", aposta.
Sobre a média de público, maior inclusive que a da liga de hóquei, Alvarez entende que faz parte da lógica do marketing esportivo americano. "A ideia principal é sempre encher os estádios com o acompanhamento maior dos torcedores, pois lá é possível oferecer os produtos dos anunciantes", destacou.
Prova disso é o investimento que a montadora japonesa Toyota fez em uma arena próxima a Chicago, onde o Chicago Fire manda seus jogos.
O banco espanhol BBVA vai inaugurar em maio um novo estádio, onde o Houston Dynamo fará suas partidas.
Para a temporada que começa em março, a novidade é a inclusão de mais um time canadense, o Montreal Impact, que se junta ao Vancouver White Caps e ao Toronto FC. No total, 19 times disputarão o título.
A forma de disputa da MLS também chama a atenção, por ser parecida com as outras ligas do país, divididas em conferências, disputadas por franquias e que não possuem rebaixamentos.
Outro ponto curioso é que, até o ano 2000, quando uma partida terminava empatada, as equipes disputavam o shootout, espécie de pênalti batido da intermediária, onde o jogador tinha cinco segundos para bater ao gol.
Tricampeões
O nascimento do futebol nos Estados Unidos foi marcado pela tentativa de massificar o esporte de uma só vez.
Em 1968, foi criada a North American Soccer League (NASL), que só ganhou fama em 1977, quando o New York Cosmos acertou a contratação de Pelé.
Além do rei do futebol, os alemães Franz Beckenbauer e Gerd Muller, o irlandês Geoge Best e o holandês Johan Cruijff, foram alguns dos craques que atuaram no país entre o final da década de 70 e o início dos anos 80.
"Aquela liga fracassou porque tentaram impor um modelo deles para o esporte e naquela época a sociedade americana era menos diversaificada do que é hoje, onde o futebol está presente até nas escolas", recordou o professor Robert Alvarez.
Após um período sem disputas, os Estados Unidos organizaram a Copa do Mundo de 1994, vencida pelo Brasil. Dois anos depois foi criada a MLS.
O D.C United é o maior campeão, com quatro taças, seguido pelo Los Angeles Galaxy, com três, Houston Dynamo e San Jose Earthquakes, com dois títulos cada um completam a lista.
Especula-se também que a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) teria interesse em aceitar os times americanos na Libertadores da América. Para Alvarez, a iniciativa traria benefícios para o futebol dos Estados Unidos. "Seria um importante intercâmbio e melhoraria o nível das equipes, que hoje estão isoladas no cenário internacional", analisou.
Para 2012, a MLS tem 18 jogadores brasileiros inscritos, sendo que poucos deles tiveram chances em equipes nacionais.
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