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Mineração

MMX tem prejuízo líquido de R$ 42,020 mi no 2º trimestre

Marcel Salim   (msalim@brasileconomico.com.br)
12/08/10 19:46


Eike Batista, proprietário da MMX, afirmou hoje que planeja transforma sua companhia em uma

Eike Batista, proprietário da MMX, afirmou hoje que planeja transforma sua companhia em uma "quase Vale"

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A MMX Mineração e Metálicos, companhia do Grupo EBX de propriedade do bilionário Eike Batista, anunciou nesta quinta-feira (12) um prejuízo líquido de R$ 42,020 milhões no segundo trimestre deste ano.

A cifra é 258% inferior quando comparada ao lucro líquido de R$ 26,585 milhões registrado entre abril e junho de 2009.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia atribuiu as perdas ao pagamento de R$ 55 milhões à Kristen e às despesas financeiras e variação cambial.

No primeiro trimestre, a companhia totalizou um prejuízo de R$ 81 milhões.

A receita bruta da companhia entre abril e junho somou R$ 204,9 milhões, alta de 324% na base trimestral.

O segundo trimestre também marcou o primeiro Ebitda (lucro antes de despesas financeiras, impostos, depreciação e amortizações) ajustado positivo da companhia, em R$ 54,79 milhões.

Sem ajuste, por sua vez, o indicador ficou negativo em R$ 208 milhões. O resultado veio bem acima do visto no mesmo período de 2009, quando ficou negativo em R$ 149,5 milhões.

Já o Custo de Produto Vendido (CPV) ficou em R$ 70,4 milhões no segundo trimestre, com o CPV por tonelada registrando uma redução de 13% em relação ao trimestre anterior, resultando em R$ 38,39.

Vendas

Entre abril e junho deste ano, a MMX vendeu 1,8 milhão de toneladas de minério de ferro, sendo 84% para o mercado interno e 16% para o mercado externo.

As vendas no segundo trimestre superaram em 22% o trimestre anterior e ficaram 190% acima do realizado em igual período de 2009.

De acordo com a companhia, "a contínua recuperação das economias e, consequentemente, o crescimento da demanda por aço impulsionou o aumento nas vendas do segundo trimestre".

Investimentos

A companhia informou que está avaliando seu plano de investimento para os próximos anos, focando no crescimento do Sistema MMX Sudeste e no desenvolvimento da MMX Chile e buscando os financiamentos necessários para essa expansão.

Com isso, em 2015, a MMX deverá atingir capacidade instalada de 45,8 milhões de toneladas, sendo 23,7 milhões de toneladas nas minas de Serra Azul, 10 milhões de toneladas em Bom Sucesso, 10 milhões de toneladas no Chile e 2,1 milhões de toneladas em Corumbá.

Neste ano, serão investidos por volta de R$ 200 milhões em ampliação de sondagem e aquisição de equipamentos.

Avaliação

"O segundo trimestre de 2010 representa o início de uma nova fase para a MMX. A companhia bateu recordes de vendas e de desempenho das operações nas minas em Corumbá e Serra Azul, fechando este trimestre com um Ebitda ajustado de R$ 54,8 milhões", ressaltou Roger Downey, presidente e diretor de relações com investidores da MMX.

"Além da busca pela rentabilidade e plena utilização da capacidade atual, estamos extremamente comprometidos com a execução do plano de investimentos para expansão dos Sistemas Sudeste e Chile", conclui o executivo.

Perspectivas

Apesar dos níveis de demanda firmes, a MMX espera que o terceiro trimestre seja afetado negativamente pela sazonalidade do mercado.

"Após a recomposição de estoques, houve novamente uma retração na demanda que causou uma leve queda dos preços, mais próximo ao fim do trimestre. Ainda assim acredita-se que os estoques de aço no mundo (com exceção da China) estão relativamente baixos e, portanto, prevê-se uma nova re-estocagem no terceiro trimestre", informa a companhia.

"Apesar das recentes quedas no preço spot, acredita-se que a projeção para os próximos meses seja de retomada na produção siderúrgica mundial e consequente demanda por minério de ferro".


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