Sustentabilidade

AM valida método para evitar desmatamento

Martha San Juan França   (mfranca@brasileconomico.com.br)
21/07/11 13:06


Reserva do Juma: comunidades vivem em área próxima de rodovia na Amazônia que pode ser desmatada

Reserva do Juma: comunidades vivem em área próxima de rodovia na Amazônia que pode ser desmatada

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Projeto financiado pela rede Marriott consegue aprovação de mecanismo criado para calcular crédito de emissão de carbono segundo modelo em discussão nas negociações da ONU.

Enquanto as negociações internacionais sobre um novo acordo do clima ainda engatinham e o Congresso Nacional vive o impasse sobre o novo Código Florestal, iniciativas que aplicam os conceitos do REDD, ou Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação, prosseguem na Amazônia e em outras partes do mundo.

A ideia, lançada há quatro anos na 13ª Conferência das Partes (COP-13), em Bali, visa criar valores econômicos para a floresta em pé, ou para o desmatamento evitado, desde que haja fontes de financiamento. Uma das dificuldades para isso é estabelecer como medir, relatar e verificar as reduções de emissões pela conservação de florestas.

A Fundação Amazonas Sustentável (FAS), parceria público privada entre o governo do Amazonas e o Bradesco, uniu seu método de verificação com o do Fundo Biocarbon do Banco Mundial, para estabelecer um mecanismo que pode ajudar a abrir o mercado de carbono por desmatamento evitado em vários países, além do Brasil.

Validação

A metodologia que permite a obtenção de créditos de carbono está sendo aplicada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, em Novo Aripuanã (AM), sendo a primeira a ser validada pelo Verified Carbon Standard (VCS). Os créditos de carbono estão sendo usados para neutralizar as emissões da rede de hotéis Marriott.

A existência de validação é importante uma vez que, como não existem regras pré-definidas para transações de créditos por REDD, é preciso adotar salvaguardas que garantam a consistência e transparência dos projetos. Até hoje, apenas cinco metodologias foram validadas no VCS, mas a do Juma é a única do Brasil.

Segundo o superintendente-geral da FAS, Virgílio Viana, a aprovação da metodologia é importante porque teve o assessoramento técnico do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), além da consultoria Carbon Decision International (CDI), o que mostra que os pesquisadores brasileiros têm condições de participar da definição de metodologias internacionalmente reconhecidas, que até agora eram estabelecidas pelos países desenvolvidos.

A Reserva do Juma já tinha certificação pelos padrões do Climate, Community Biodiversity Alliance (CCBA), que verifica os impactos positivos do projeto nas comunidades e sobre a biodiversidade, mas o VCS é mais técnico.

"Conseguimos fazer um roteiro de como deve ser feito um projeto de REDD", diz Viana. "De agora em diante, quem quiser seguir este caminho, pode submetê-lo ao VCS e assim ter facilidade maior para conseguir créditos de carbono no mercado voluntário."

De acordo com Viana, a aprovação da metodologia dá mais segurança e resolve muitas dúvidas que existiam sobre a fórmula de calcular as emissões.

"Queremos enfatizar a valorização do ativo da floresta, em vez de diminuir o passivo", diz. Viana considera que isso é importante nas negociações que prosseguem sobre mudanças climáticas na COP-17, marcadas para dezembro em Durban.

A proposta, segundo ele, também facilita a aprovação de projetos em países em desenvolvimento, principalmente na África, de restauração de ecossistemas que retiram ou conservam carbono nas florestas, e se candidatam a receber financiamento do Fundo Biocarbon, do Banco Mundial.


Comentários

Ademir, | 21/07/11 15:27
Apesar de iniciativas ainda pouco lovaveis é preciso que alguem faça um levantamento urgente do modelo adotado em MANAUS-AM...O INCENTIVO FISCAL...como zona isenção de IMPOSTOS esta muito RAPIDAMENTE criando uma forte concentração URBANA...a busca por mão de obra faz uma corrente de pessoas de outros estados a cidade manaura....imaginem como desarmar isto..apesar de ser o estado com MAIOR CONCENTRAÇÃO DE PESSOAS na capital, tudo isso precisa ser explicado....vai que um dia não seja possivel continuar contando com as benécias dos IMPOSTOS? o que fazer com todas as pessoas que foram para la?


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