Enquanto as negociações internacionais sobre um novo acordo do clima ainda engatinham e o Congresso Nacional vive o impasse sobre o novo Código Florestal, iniciativas que aplicam os conceitos do REDD, ou Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação, prosseguem na Amazônia e em outras partes do mundo.
A ideia, lançada há quatro anos na 13ª Conferência das Partes (COP-13), em Bali, visa criar valores econômicos para a floresta em pé, ou para o desmatamento evitado, desde que haja fontes de financiamento. Uma das dificuldades para isso é estabelecer como medir, relatar e verificar as reduções de emissões pela conservação de florestas.
A Fundação Amazonas Sustentável (FAS), parceria público privada entre o governo do Amazonas e o Bradesco, uniu seu método de verificação com o do Fundo Biocarbon do Banco Mundial, para estabelecer um mecanismo que pode ajudar a abrir o mercado de carbono por desmatamento evitado em vários países, além do Brasil.
Validação
A metodologia que permite a obtenção de créditos de carbono está sendo aplicada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, em Novo Aripuanã (AM), sendo a primeira a ser validada pelo Verified Carbon Standard (VCS). Os créditos de carbono estão sendo usados para neutralizar as emissões da rede de hotéis Marriott.
A existência de validação é importante uma vez que, como não existem regras pré-definidas para transações de créditos por REDD, é preciso adotar salvaguardas que garantam a consistência e transparência dos projetos. Até hoje, apenas cinco metodologias foram validadas no VCS, mas a do Juma é a única do Brasil.
Segundo o superintendente-geral da FAS, Virgílio Viana, a aprovação da metodologia é importante porque teve o assessoramento técnico do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam), além da consultoria Carbon Decision International (CDI), o que mostra que os pesquisadores brasileiros têm condições de participar da definição de metodologias internacionalmente reconhecidas, que até agora eram estabelecidas pelos países desenvolvidos.
A Reserva do Juma já tinha certificação pelos padrões do Climate, Community Biodiversity Alliance (CCBA), que verifica os impactos positivos do projeto nas comunidades e sobre a biodiversidade, mas o VCS é mais técnico.
"Conseguimos fazer um roteiro de como deve ser feito um projeto de REDD", diz Viana. "De agora em diante, quem quiser seguir este caminho, pode submetê-lo ao VCS e assim ter facilidade maior para conseguir créditos de carbono no mercado voluntário."
De acordo com Viana, a aprovação da metodologia dá mais segurança e resolve muitas dúvidas que existiam sobre a fórmula de calcular as emissões.
"Queremos enfatizar a valorização do ativo da floresta, em vez de diminuir o passivo", diz. Viana considera que isso é importante nas negociações que prosseguem sobre mudanças climáticas na COP-17, marcadas para dezembro em Durban.
A proposta, segundo ele, também facilita a aprovação de projetos em países em desenvolvimento, principalmente na África, de restauração de ecossistemas que retiram ou conservam carbono nas florestas, e se candidatam a receber financiamento do Fundo Biocarbon, do Banco Mundial.









Apesar de iniciativas ainda pouco lovaveis é preciso que alguem faça um levantamento urgente do modelo adotado em MANAUS-AM...O INCENTIVO FISCAL...como zona isenção de IMPOSTOS esta muito RAPIDAMENTE criando uma forte concentração URBANA...a busca por mão de obra faz uma corrente de pessoas de outros estados a cidade manaura....imaginem como desarmar isto..apesar de ser o estado com MAIOR CONCENTRAÇÃO DE PESSOAS na capital, tudo isso precisa ser explicado....vai que um dia não seja possivel continuar contando com as benécias dos IMPOSTOS? o que fazer com todas as pessoas que foram para la?