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Números da Cyrela são boa surpresa, mas cautela impera

Bárbara Ladeia   (bladeia@brasileconomico.com.br) | Atualizada às 18h58
10/11/11 17:48


Alto nível de entrega de unidades, repasses e quitações foram os principais elementos na geração de caixa da empresa

Alto nível de entrega de unidades, repasses e quitações foram os principais elementos na geração de caixa da empresa

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Os resultados trimestrais da Cyrela renovaram os ânimos do mercado quanto ao setor de construção civil. No entanto, cautela é mantida.

Embora a incorporadora de imóveis Cyrela tenha apresentado resultados surpreendentes, o mercado sinaliza sua surpresa positiva com o papel sem ver motivo para euforia. A cautela impera.

Para o BB Investimentos, "a companhia tem feito a lição de casa no sentido de priorizar as regiões e segmentos de maior expertise". O desempenho financeiro, por sua vez, trouxe maiores sinais de recuperação.

Ainda que a receita líquida tenha aumentado 34,2% frente ao mesmo trimestre do ano passado, os custos avançaram 47,8%, o que gerou uma queda de 6,6 pontos percentuais na margem bruta.

O relatório assinado por Weslye Pereira Bernabé, no entanto, destaca que as ações tomadas para redução das despesas têm ajudado a Cyrela a retomar sua rentabilidade.

Para o BB Investimentos, a expectativa de valorização dos papéis CYRE3 fica em torno de 48,4% para o próximo ano.

A Itaú Corretora sinaliza que a empresa está no caminho certo para recuperação de sua lucratividade.

"O aumento da receita líquida ultrapassou em 15% as nossas expectativas", informa o relatório assinado por David Lawant, Enrico Trotta e Vivian Salomon.

Para o banco, as ações da Cyrela acumulam potencial de valorização de 29,3% para o final de 2012.

O HSBC, por sua vez, ressalta que o caixa operacional de R$ 60 milhões gerado no trimestre é surpreendente.

"No entanto, é improvável que a empresa mantenha essa geração de caixa no próximo trimestre", avalia o relatório assinado por Felipe Rodrigues e Leonardo Martins.

O banco vê potencial de 32,4% em valorização para as ações.

Na contramão da leitura do HSBC, o Citigroup pede atenção ao aumento na dívida líquida da empresa.

Porém a recomendação de compra fica mantida para as ações da Cyrela na análise de Dan McGoey, da instituição financeira americana.

"Mantemos a recomendação de compra dos papéis principalmente devido à valorização significativa e às perspectivas atraentes para a recuperação do papel." A expectativa de valorização chega a 38,5%.

No pregão desta quinta-feira (10/11) na BM&FBovespa, as ações da Cyrela se destacaram na ponta positiva do Ibovespa, com valorização de 1,91% (para R$ 14,42). O Ibovespa, por sua vez, perdeu 0,40%.


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