Só para recordar: primeiro, os "ativistas" dos movimentos que defendiam a permanência na área invadida no Pinheirinho, em São José dos Campos, posaram para os fotógrafos com escudos e cassetetes improvisados e os rostos cobertos por capacetes de motoqueiros ou por capuzes.
O advogado do grupo acampado no local dizia que, se a Polícia Militar "invadisse", poderia ocorrer uma tragédia como a de Eldorado dos Carajás - onde manifestantes morreram em confronto com a polícia.
O grupo é ligado a um certo MTST (Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Teto) e o advogado que fez a ameaça chama-se Antônio Donizete Ferreira. Segundo esse mesmo advogado, as "pessoas" estavam até "estocando gasolina" para enfrentar a polícia.
Tudo isso porque a Justiça havia expedido, no fim do ano passado, um mandado de reintegração de posse e, no dia 11 deste mês, negado o pedido de adiamento da execução da ordem. Em casos como esses, a PM tem por obrigação agir para que a determinação do magistrado seja cumprida.
É o que diz a lei. Pois bem: no domingo passado, depois que os ânimos estavam mais serenados e a milícia fantasiada para a guerra havia sido desmobilizada, a PM agiu. A princípio, não houve resistência dos moradores.
Na segunda-feira, os ativistas voltaram ao trabalho, partiram para o confronto e passaram a culpar o governo de São Paulo por uso de truculência.
Se esse tal MTST estivesse mesmo preocupado em encontrar uma solução para as pessoas sem moradia, poderia perfeitamente ter tentado algum tipo de acordo antes que a situação chegasse à fase final.
Tempo para buscar um acordo não faltou. A invasão do Pinheirinho começou em 2004 e, desde então, o processo que pede a reintegração de posse tramita na Justiça. São oito anos.
Nesse meio-tempo, o governo federal, o governo estadual e a prefeitura poderiam ter sido acionados para encontrar uma solução. Brasília poderia ter proposto algum entendimento em torno do programa "Minha Casa, Minha Vida".
O governo do estado poderia ter buscado algo no âmbito da CDHU - assim como a prefeitura poderia ter tomado suas providências. Só há um problema: o caso estava entregue à Justiça e qualquer ação do Poder Executivo nesse meio-tempo poderia ser tomada como uma interferência indevida.
O problema da moradia no Brasil é grave e os governos têm demonstrado intenção em resolvê-lo. Mas o que houve no Pinheirinho nada tem a ver com a questão da moradia.
Ali, há um jogo político torpe, numa cidade e numa região que, nos últimos anos, têm demonstrado mais simpatia pelo partido que está no governo estadual do que pelo partido que está no governo federal.
Se houve truculência da polícia, ela deve ser tratada de acordo com a lei. Uma lei que vale para a PM, também vale (ou deveria valer) para o MTST. Fora disso, qual quer comentário que se faça a respeito da ação policial empreendida por ordem judicial não passa de proselitismo eleitoral.
Infelizmente, sempre se utilizam como massa de manobra, em momentos como esse, pessoas que realmente precisam de moradia e que, quando mostrados na TV ou nos jornais, estão sempre com os rostos à mostra - e não em atitude ameaçadora, atrás de um capacete de motoqueiro.
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Ricardo Galuppo é Publisher do Brasil Econômico
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Não importa quem seja o dono do terreno. Não importa. A questão é que não se deve invadir aquilo que não nos pertence. Se a premissa dos movimentos de invasão estivesse correta, correto seria todos nós invadirmos a casa do vizinho, apenas por que a residência do vizinho é melhor. A falta de respeito pela propriedade alheia é o XIS da questão. Não se trata de ter ou não ter onde morar, ter ou não ter meios de subsistência. O que nossos pais e professores nos ensinam desde pequenos é o seguinte: não meta a mão naquilo que não te pertence!!!
Sr. Ricardo Galuppo, deixemos por um instante de pensar no terreno e imaginemos como é que aquelas centenas de pessoas estão neste momento...fico imaginando ser retirado a força do meu lar, porque ainda que modestas, as casas derrubadas eram lares de pessoas...E o pior é que o Estado legitima com uso da força e sociedade acha normal...vai ver é porque nós ainda estamos em nossos lares...É, vai ver é isso!!
Para começar, o empresário Naji Nahas pode ter usado um laranja para ser credor de si próprio no processo de remoção dos moradores do Pinheirinho, em São José dos Campos.
Já começou errado e a justiça apóia um criminoso tudo pela expeculação imobiliária de São José dos Campos e sua prefeitura. Deveria ter diálogo com os moradores que foram expulsos sem o direito de retirar seus pertences. POderia haver negociação para que eles pudesse negociar suas residências. Aquilo mostrou que a justiça do Brasil funciona apenas para alguns.
A empresa em questão, Selecta, se trata de uma massa falida que, durante sua atividade, servia apenas para especulação imobiliária, não produzindo um centavo de riqueza sequer. O único credor é a prefeitura.
Acho que você escreveu o artigo sem ver os vídeos que mostram que os policiais estavam sem identificação. A população quer defender o pouco que tem e você, quem está comprando esse artigo, pois não é possível que uma pessoa bem informada tenha essa opinião a respeito dessa barbarie.
As pessoas desalojadas invadiram propriedade alheia. Pouco importa se ali era as suas casas. Lembremos do início: invadiram propriedade alheia. O governo tem sim que ajudá-las, com programas sociais e que possibilitem moradia, mas defender o errado, defender a invasão de propriedade alheia, não é correto.
Aquelas pessoas, instigadas por "líderes" de entidades fantasmas que nem CNPJ têm (os chamados "movimentos sociais"), jamais quiseram moradia em outro local da cidade.
Isso porque o terreno invadido era uma espécie de ponto de honra na luta contra so sistema capitalista opressor, já que pertencia a um especulador imobiliário.
O "Pinheirinho", tinha mais valor de símbolo de luta anticapitalista aos militantes de viés socialista do PSTU e do próprio PT local, do que de um pedaço de chão para gente humilde morar.
Quando a polícia entrou, os "líderes" já estavam covardemente do lado de fora do terreno ocupado.
Já que era necessário retirar aquelas pessoas, poderiam ao menos, ter feito isso de forma organizada, que não ferisse a dignidade das pessoas. Não precisava destruir a casa delas com todos os pertences dentro.
Ora, por que o poder público não fez um cadastramento de moradores. Poderiam saber pelo CPF, quem já tinha casa ou apartamento e haviam alugado os mesmos para ir viver no Pinheirinho, poderiam ver quem era realmente necessitado e não tinha onde morar. Num país que gasta BILHÕES para construir estádios para jogos na Copa do Mundo, por quê não investir parte deste montante para construir lares a essas pessoas. Concordo que havia motivos para retirar essas pessoas, da mesma forma que também Hitler tinha motivos para retirar os judeus de suas casas e levá-los ao gueto ou Slobodan Milosevic tinha motivos para expulsar os muçulmanos de suas terras.
A questão é que o terrno estava abandado há 30 anos e devia mais de 15 milhões para a cidade. Foi ocupado há cerca de 8 anos e agora iniam a reintegração de posse de um terreno abandonado que pertencia a um ladrão preso algumas vezes e com outros tantos processos nas costas. é um absurdo alguem ainda se manifestar a favor desta reintegração.
Onde está a dignidade da pessoa humana? O direito de propriedade, moradia, saúde, bem estar social? O que mais me impressionou é saber que os moradores não levaram sequer seus pertences assim como fotografias. E agora? O que vão fazer com os moradores vivendo de tal forma? Demolir tudo foi a melhor coisa ou piorou a situação? E agora senhores responsáveis por tudo isso? Me fez lembrar dos judeus na época da guerra sem moradia. Deveria ter construído casa populares pra depois cometer essa barbárie.
AS pessoas que alí moravam fazem parte daquela estatística triste de analfabetos , moradores de rua ,sem teto ,sem renda ,sem título de eleitor ,o único trabalho que conseguem nesta cidade altamente tecnológica é o de catadores de lixo.Este tipo de gente não interessa para o PSDB e o PT por isto foram tão desrespeitados em suas reivendicações ,para voce que tem seu emprego e a sua casa fica fácil crítica-los,êta classe média burra ,lambe botas da Elite Dominante.Nunes Rios.
Gente, posso está um pouco atrasada nos comentários, mas na minha opinião, eu acho errado ambém a invasão porém fico me perguntando, as pessoas que invadem não invadem o que está ocupado, fico me perguntando para que uma pessoa que tem uma area tão grande como aquela, que não utiliza, nem tem a itenção de morar la, construir sei la fazer o que. quer de volta? Me digam, o dono desse terreno vai fazer o que com ele agora? será que quando ele morrer vai ser enterrado nele? São apenas 7mts de profundidade que agente "leva" dessa vida apenas o espaço que nos enterram, isso se dermos sorte, caso contrário somos enterrados como indigentes, por isso esse mundo não muda.. muito egoismo, as pessoas só pensam em sí.
"jornalista" Impressionante como o Sr defende esa truculencia. AS terras no Brasil, a principio foram todamas a força por muita gente que ainda hoje sao proprietarias das mesmas. Globo Rural mostrou uma reportagem que em SC, muitos descendentes de europeu mataram muitas familias de nativos, faziam emboscadas na calada da noites e matavam familias inteiras de indios com mulhheres e crianças. Isso o Sr não condena.
Isso só aconteceu por conta da especulação imobiliária. O resto é conversa pra boi dormir. Eles querem grana. P$DB
Até agora essa foi a noticia sobre o caso pinheirinho mais nojenta que já li.De acordo com o autor,os reais responsáveis pela violência ocorrida nao foi a policia que,contrariando os principios democráticos,foi realizar a reintegração de posse sem indetificação,com o intuito de agredir qualquer forma de revolta popular.
Além disso,como o autor poderia nos explicar os casos de estupros efetuados por policiais em moradoras de pinheirinho?E,como o autor nos explicaria o fato da policia ter proibido qualquer tipo de filmagem na operação?Seria culpa doS DEFENSORES DOS TRABALHADORES,ou seja, O MOVIMENTO DOS TRABALHADORES SEM TETO,o qual foi tão ridicularizado pelo autor já citado.
Portanto,diante do exposto,gostaria de pedir aos leitores que vejam esse artigo como um exemplo de ideologia da corja burguesa;
Obrigado.