Navios de perfuração em destaque entre itens coreanos mais importados pelo Brasil
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Navios de perfuração coreanos já vendem mais que carros da Hyundai no Brasil, em valor.
Nos últimos tempos, os negócios entre o Brasil e a Coreia vêm crescendo a passos largos, impulsionados principalmente pelas importações de automóveis de passageiros da Hyundai e da Kia, de dispositivos de LCD (tela de cristal líquido) e componentes eletrônicos da Samsung e da LG, além de aparelhos de radiocomunicação, equipamentos pesados para construção, produtos laminados de ferro e até mesmo combustíveis para avião.
No primeiro semestre deste ano, contudo, há uma surpresa. Os navios de perfuração, até então fora do ranking dos 10 itens coreanos mais importados pelo Brasil surgiram, no período de janeiro a julho de 2011, no topo da lista.
Em valor, os navios de perfuração responderam por 18,6% de todas as importações de produtos coreanos feitas pelo Brasil no primeiro semestre de 2011. Isso significa US$ 1,35 bilhão de um total de US$ 10,7 bilhões.
Os carros de passeio, os campeões da lista dos mais importados em 2010, caíram para o segundo lugar, ficando com 16,5% da composição das importações e um valor de US$ 1,2 bilhão.
Não existe uma informação oficial sobre o responsável por esta mudança no ranking, mas uma fonte do governo brasileiro diz que os novos números estão ligados a uma venda feita pelo estaleiro coreano Daewoo Shipbuilding & Marine Engineering (DSME) à Odebrecht Óleo & Gás (OOG), que já encomendou quatro navios de perfuração à DSME e ambiciona deter uma das maiores frotas de perfuração para águas ultraprofundas do mundo.
O navio ODNII está previsto para deixar a Coreia em abril de 2012, quando iniciará sua viagem ao Brasil, segundo a empresa brasileira.
Nos últimos meses, a OOG tem feito pedidos de navios-sonda com o intuito de atender a Petrobras em perfurações relacionadas à camada do pré-sal. A OOG anunciou que tem planos de investir US$ 3,5 bilhões até 2013 e chegar a seis sondas e navios de perfuração.
As embarcações para perfuração devem continuar no topo da pauta de importações, uma vez que o Brasil deve seguir investindo na exploração petrolífera.
Com parcos recursos naturais, muito investimento em educação e foco em setores peso-pesados, a Coreia conseguiu transformar seu país em uma grande linha de produção de itens de alto valor agregado e enriquecer com isso. Cerca de 50% do seu PIB de US$ 1 trilhão vêm das exportações. No primeiro semestre de 2011, os coreanos exportaram US$ 324,3 bilhões para todo o mundo e importaram US$ 302 bilhões, registrando um saldo de US$ 22 bilhões.
O comércio bilateral entre Brasil e Coreia tem crescido a olhos vistos. Foram movimentados US$ 12,4 bilhões no ano passado, 37,7% a mais que em 2009. O saldo da balança comercial, contudo, foi deficitário em US$ 3 bilhões para o Brasil. Este valor é o dobro do registrado em 2009.
Já no primeiro semestre deste ano, o Brasil exportou US$ 3,4 bilhões à Coreia e importou US$ 7,3 bilhões, registrando um déficit de US$ 3,8 bilhões.
Do lado das exportações brasileiras, a força está nos produtos primários, igual ao que foi vendido nas últimas décadas, como minério de ferro, ferro ou ligas de ferro, algodão, derivados de soja, pasta química de madeira e grãos de café.
Em alguns produtos em que é tradicionalmente forte, o Brasil vem perdendo espaço no mercado coreano. Os miúdos de aves congelados, por exemplo, responderam por apenas 34% das importações coreanas no primeiro semestre deste ano (contra mais de 50% nos dois anos anteriores).
A perda de espaço ocorreu, sobretudo, para produtos americanos, cujas importações, mais competitivas, mais que dobraram.
A repórter do Brasil Econômico está em Seul, capital da Coreia do Sul, participando de um curso de três semanas em cultura coreana oferecido pela Universidade Nacional de Seul e da Fundação LG. Confira mais novidades na seção "Direto da Coreia"
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Será que nós vamos ser pra sempre exportadores de matéria prima?
Viramos apenas consumidores de produtos coreanos acho esta na hora equalizar essa balança...já estamos deficit de US$ 3,8 Bilhoes...
Temos que entender que os Coreanos tem um capital intelectual que nos falta, inclusive com relação a niveis de investimento no conhecimento....quem não domina o saber, tem de perder....
Deixaram outro gigante asiático despertar, agora teremos que dar uma dose cavalar de "sossega Leão" e acompanhar de perto os acontecimentos...