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Telecomunicações

Oi perde em telefonia fixa e ações são penalizadas

Weruska Goeking   (wgoeking@brasileconomico.com.br) | Atualizada às 20h12
28/10/11 16:40


Para Leonardo Ribeiro Niita, analista da BB Investimentos, chama a atenção o desempenho inferior da telefonia fixa em relação à movel e banda larga

Para Leonardo Ribeiro Niita, analista da BB Investimentos, chama a atenção o desempenho inferior da telefonia fixa em relação à movel e banda larga

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Grupo Oi divulga queda no lucro líquido do terceiro trimestre, pressionado pela receita de telefonia fixa, e ações recuam na bolsa.

O Grupo Oi anunciou os resultados referentes ao terceiro trimestre na quinta-feira (27/10), com queda de 20,8% no lucro do período (R$ 426 milhões) em relação ao mesmo intervalo do ano passado, que foi de R$ 538 milhões.

O revés ocorreu devido à pressão dos dados de telefonia fixa, que desagradaram analistas. As linhas residenciais acumularam queda de 8,4% em 2011 e as linhas em serviço tiveram suas perdas estáveis, em 6,5% no acumulado do ano.

"Este movimento é uma tendência do mercado de telecomunicações, tendo em vista a substituição fixo-móvel, mas o impacto é significativo para a Telemar, devido à relevância do serviço fixo sobre os números consolidados da companhia e a estratégia, ainda em curso, de melhorar seu desempenho no segmento móvel", afirma Leonardo Zanfelicio, analista da Concórdia Corretora.

Para Leonardo Ribeiro Niita, analista da BB Investimentos, chama a atenção o desempenho inferior da telefonia fixa em relação à móvel e à banda larga, em que o Grupo Oi mantém crescimento.

"Esse é um movimento que deve se manter por alguns trimestres até atingir o ponto de inflexão", afirma Niita.

O analista acredita que números mais positivos só devem aparecer no próximo ano, porém, para o quarto trimestre deste ano já é esperado melhor desempenho com aumento da base de telefones móveis tanto pela sazonalidade como pela manutenção do baixo índice de clientes que trocam a companhia pelos concorrentes.

Por outro lado, Niita conta que o ponto positivo do trimestre foi a redução nos custos e despesas operacionais, de 1,7% em relação ao terceiro trimestre de 2010.

"Apesar de todos esses pontos nossa visão para os papéis ainda é neutra, pois no momento o principal 'trigger' das ações é a reestruturação societária em curso. Essa que só deve tomar forma no primeiro trimestre do ano que vem. Sendo assim, mantemos nosso rating em market perform [em linha com a média do mercado]".

Quanto aos movimentos societários envolvendo as empresas do grupo, a companhia espera estar com o assunto resolvido até final de janeiro de 2012. A Concórdia lembra que a companhia aguarda apenas o laudo de avaliação econômica do papel TMAR, que será elaborado por um banco a ser definido na próxima Assembleia Geral Extraordinária na próxima quinta-feira (3/11), para poder convocar a reunião que votará as incorporações.

"Seguimos com nossa opinião de que a entrada da Portugal Telecom no capital da companhia, sua redução de alavancagem e a possibilidade de reorganização societária são pontos que adicionarão valor a Telemar, no entanto, preferimos seguir com nossa recomendação de cautela no curto prazo, tendo em vista que, a reestruturação ainda depende de aprovação", afirma Zanfelicio.

Mercado

A ação preferencial da Telemar Norte Leste (TMAR5) caiu 3,97%, para R$ 46,00. Os papéis ordinários da Telemar (TNLP3) recuaram 1,86%, para R$ 21,59, e os preferenciais (TNLP4) perderam 3,09%, para R$ 18,80.


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