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Orçamento de São Paulo sobe 8,7% para R$ 39 bi em 2012

Humberto Domiciano   (hdomiciano@brasileconomico.com.br)
25/01/12 09:17


"Estamos com um cenário mais cauteloso, prevendo um certo contingenciamento", afirma Chammas

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Os valores que serão utilizados pela prefeitura nos investimentos, custeio da máquina e pagamento da dívida foram elevados pela Câmara Municipal em R$ 700 milhões.

A cidade de São Paulo terá em 2012 um orçamento de R$ 38,7 bilhões. O total é 8,7% maior do que projetado para o ano passado.

Os valores que serão utilizados pela prefeitura nos investimentos, custeio da máquina e pagamento da dívida foram elevados pela Câmara Municipal em R$ 700 milhões durante a aprovação do projeto pelos vereadores.

Entre as principais obras previstas para este ano está a finalização da Operação Água Espraiada, que consiste na construção de um túnel ligando a Avenida Roberto Marinho à Rodovia dos Imigrantes e na consequente reurbanização da área do entorno.

Além disso, o convênio com a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) também deve seguir com novos investimentos.

"Este é um compromisso da prefeitura. Já repassamos R$ 1 bilhão nos últimos anos, utilizando instrumentos como a Operação da Faria Lima, para a linha 4, e da Água Espraiada, para a linha 17 Ouro", destacou Rubens Chammas, secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão.

Outra obra importante prevista é a construção de três novos hospitais, promessa de campanha do prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Na atual peça orçamentária, cerca de R$ 3,8 bilhões estão destinados para investimentos diretos da administração. Para Chammas, a prefeitura encontra desafios para melhorar o total destinado para novas obras.

"Quando montamos o orçamento, destinamos boa parte para os gastos com pessoal, cerca de R$ 13 bilhões. Temos ainda que destinar valores para o pagamento de precatórios e da dívida com a União, o que consome mais R$ 4,8 bilhões", comentou.

Na visão de Luiz Antonio da Silva, técnico do Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal (Cepam), o município ainda depende muito de repasses externos.

"A Capital tem o orçamento mais rico do estado e do total cerca de R$ 13 bilhões vem de transferências correntes estaduais e da União. Esse percentual prejudica a capacidade de investimento do município", complementou o especialista.

Quanto à arrecadação para 2012, o secretário Chammas acredita que o panorama econômico não é favorável.

"Temos estudos que indicam que podemos ter alguma queda na atividade econômica como um todo. As projeções de PIB e inflação estão diferentes e por isso estamos com um cenário mais cauteloso, prevendo um certo contingenciamento no começo do ano", finalizou.


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