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Papéis da Oi disparam mais de 10% com reestruturação

Bárbara Ladeia   (bladeia@brasileconomico.com.br)
24/05/11 12:39


Dentro dos próximos 190 dias, a expectativa é que todos os papeis da Oi oscilem em cima do noticiário corporativo da companhia

Dentro dos próximos 190 dias, a expectativa é que todos os papeis da Oi oscilem em cima do noticiário corporativo da companhia

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Companhia anuncia proposta de reestruturação societária e suas ações disparam na BM&F Bovespa. Papéis da Telemar têm alta de quase 15%.

A nova estrutura deve reunir todas as empresas que hoje compõem o capital da Oi — Telemar, Tele Norte Leste e Brasil Telecom — em torno de uma única companhia, a Oi S/A. Permanecerão no mercado apenas os papéis BRTO3 e BRTO4.

As ações ordinárias da Brasil Telecom (BRTO3) sobem 6,68%, para R$ 18,05. A alta pode ser considerada tímida em comparação com a valorização das ações preferenciais (BRTO4) que disparam 11,1%, para R$ 17,02.

Entre os papéis da Telemar Norte Leste é que estão a maior valorização. As preferenciais (TNLP4) ganham 14,55% para R$ 30,24, enquanto as ordinárias (TNLP3) tem valorização de 12,88%, para R$ 36,12.

Entre os papéis Telemar, os preferenciais classe A (TMAR5) ganham 11,06%, para R$ 61,22, enquanto os classe B (TMAR6) avançam 0,91%, para R$ 51,52, com apenas um negócio no dia. As ordinárias (TMAR3) ganham 5,44%, com duas operações.

Para a analista da Link Investimentos, Maria Tereza Azevedo, o principal ganho da reestruturação societária vem em governança corporativa.

"A simplificação traz benefício para todos os acionistas, oferecendo um forte ganho de liquidez", explica. "O desconto sobre os papéis tende a diminuir com o esclarecimento dessa estrutura, facilitando as aquisições por troca de ações."

Dentro dos próximos 190 dias, a expectativa é que todos esses papéis oscilem em cima do noticiário corporativo da companhia. Com as divulgações paulatinas de novas informações, a tendência é que os fundamentos percam importância diante do noticiário. 

Mais que isso, o mercado deve aguardar ansiosamente pela divulgação das relações de substituição dos papéis, que ainda não foram definidas.

"Até que saia as relações definitivas, o mercado vai trabalhar com os níveis históricos de participação e cotação. Depois de divulgadas as relações de substituição, os papéis devem buscar seus novos preços e aí a cotação deve mudar", adianta Maria Tereza.

No entanto, uma estabilização do preço dos papéis não deve sair antes de 2012. "Até lá teremos alguma volatilidade."


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