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Petrobras sob risco de perder eficiência e rentabilidade

Brasil Econômico   (redacao@brasileconomico.com.br) | Atualizada às 19h33
14/11/11 14:59


O endividamento líquido da Petrobras aumentou 33,4% em relação ao segundo trimestre do ano, atingindo R$ 91,7 bilhões entre julho e setembro

O endividamento líquido da Petrobras aumentou 33,4% em relação ao segundo trimestre do ano, atingindo R$ 91,7 bilhões entre julho e setembro

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Além da queda de 26% no lucro trimestral, analistas também se preocupam com os robustos investimentos da companhia para os próximos cinco anos, de US$ 224,7 bilhões.

Para os analistas do BB Investimentos, Nataniel Cezimbra e Andréa Aznar, tal volume de investimentos adiciona incertezas sobre as operações de engenharia, logística e de tecnologia, bem como da capacidade de financiamento da dívida frente às condições adversas de mercado.

Lembrando que o endividamento líquido da Petrobras aumentou 33,4% em relação ao segundo trimestre do ano, atingindo R$ 91,7 bilhões no período entre julho e setembro de 2011. 

A dupla de analistas acredita que o elevado número de projetos que a empresa gerencia, além das suas diretrizes estratégicas de expansão e desenvolvimento do complexo de gás do pré-sal, exigirá um "grau elevado de gerenciamento e coordenação da empresa, com riscos de perda de eficiência e rentabilidade".

Dessa forma, a equipe de análise do BB Investimentos mantém a avaliação sobre a ação da estatal sob revisão.

Já a corretora Ágora segue recomendando "compra" para as ações preferenciais da Petrobras (PETR4), que, no pregão desta segunda-feira (14/11), fecharam em alta de 0,73%, cotadas a R$ 21,92.

A Coinvalores aposta em impacto neutro dos resultados nos papéis, pelo menos no curto prazo, e afirma que algumas notícias recentes devem continuar trazendo viés positivo para o desempenho das ações da Petrobras, com destaque para a recente elevação de preços de gasolina e diesel

"Estamos aumentando (lentamente) nossa exposição ao setor, de forma a recuperar os patamares que haviam sido reduzidos anteriormente em nossas carteiras recomendadas", afirma Marco Antonio Saravalle, analista da Coinvalores.


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