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Commodities

Petróleo cai em NY e Londres apesar de dados do emprego

Brasil Econômico   - Por AFP
03/09/10 17:35


Queda maior que a esperada do índice ISM sobre o setor de serviços nos Estados Unidos elevou as preocupações dos analistas

Queda maior que a esperada do índice ISM sobre o setor de serviços nos Estados Unidos elevou as preocupações dos analistas

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Os preços do petróleo caíram nesta sexta-feira (3) em Londres e Nova York, depois de duas sessões de alta e apesar da publicação dos dados sobre o emprego em agosto nos Estados Unidos, que saíram melhores que o previsto.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de "light sweet crude" para entrega em outubro fechou em US$ 74,60, uma queda de US$ 0,42 em relação ao dia anterior.

Nas duas sessões anteriores, o petróleo tinha ganhado mais de US$ 3.

Em Londres, no InterContinentalExchange, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento perdeu US$ 0,26 centavos, para US$ 76,67.

"Penso que a situação do emprego permaneceu moderada" nos Estados Unidos, disse John Kilduff, da Again Capital. As cifras "não são tão boas para que os preços sejam mantidos, especialmente conhecendo o nível de estoques" do país, que atualmente, no caso do petróleo, está no nível mais alto em 20 anos.

A economia americana eliminou 54 mil empregos no mês passado, segundo dados ajustados das variações sazonais.

No entanto, os analistas previam que o saldo de corte fosse de 120 mil, segundo a média das previsões.

Por outro lado, assim como previsto, a taxa de desemprego subiu 0,1 ponto em agosto, para 9,6%, seu nível mais alto desde maio.

Segundo essas cifras, publicadas na sexta-feira pelo Departamento de Comércio em Washington, o emprego diminuiu em todo o país pelo terceiro mês consecutivo, mas o setor privado continuou com a criação de vagas, como ocorre todos os meses desde o início do ano.

Este mês, o setor privado registrou 67 mil contratações, mais que o previsto.

"O mercado de petróleo foi prejudicado inicialmente pelas cifras de emprego, mas o índice ISM" sobre o setor de serviços nos Estados Unidos, que caiu mais que o previsto, "não foi tão bom", explicou Phil Flynn, da PFG Best Research.


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