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Mineração

Plano de investimentos não elimina dúvidas sobre Vale

Rafael Palmeiras   (rpalmeiras@brasileconomico.com.br)
29/11/11 19:31


Banco americano Morgan Stanley tem uma recomendação

Banco americano Morgan Stanley tem uma recomendação "neutra" para Vale

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O recente anúncio do plano de investimento da Vale para 2012 em US$ 21,4 bilhões surpreendeu o banco HSBC. No sentido oposto, a instituição americana Morgan Stanley recebeu a notícia sem surpresas.

Segundo a equipe do HSBC, o plano de investimento da Vale para 2012 está 28% acima da projeção feita em US$ 16,7 bilhões.

Nos últimos 12 meses, a Vale investiu US$ 16,4 bilhões, ante a intenção de investir US$ 24 bilhões em 2011.

De acordo com o analista Jonathan Brandt, do HSBC, que acompanhou o evento Vale Day em Nova York na segunda-feira (28/11), a empresa enfatizou que o orçamento para 2012 pode ser cumprido facilmente e tem como base projetos já aprovados pelo Conselho de Administração.

"Em nossa opinião, a administração da Vale dá os primeiros passos para recuperar a credibilidade no mercado por meio de melhoria na divulgação e metas mais realistas, o que, em nossa opinião, é revigorante", avalia o analista do HSBC.

Diante desse cenário, o banco faz recomendação de "acima da média do mercado" para os papéis ordinários (VALE3) da empresa, estipulando um preço-alvo de R$ 54,50 - potencial de valorização de 33%.

Para o HSBC, os riscos do investimento em Vale incluem demanda por produtos de minério de ferro, interferência do governo, flutuações na taxa de câmbio e preocupações econômicas globais.

Menos otimista, o banco americano Morgan Stanley tem uma recomendação "neutra" para a mineradora.

"Nossa visão é que a empresa segue reprimida até que ocorra uma mudança no cenário macroeconômico. Não vemos nenhuma empresa específica do setor para recomendação 'acima da média do mercado' nos próximos meses", avaliam os analistas Carlos De Alba, Bruno Montanari e Alfonso H Salazar.

No pregão desta terça-feira (29/11), os papéis ordinários da empresa recuaram 1,40%, para R$ 41,30. As ações preferenciais classe A (VALE5) caíram 1,64% (a R$ 38,85).

Desafios

Entre as reclamações do mercado sobre a Vale está a ausência de crescimento na produção de minério de ferro, mesmo diante dos investimentos anunciados.

"Entretanto, em grande parte, acreditamos que isso se deve ao fato de a Vale assumir projetos novos, normalmente caros, com prazos longos até sua operacionalização", disse o analista do HSBC.

Brandt usa como exemplo o projeto Serra Sul em que a Vale investiu US$ 804 milhões e planeja mais US$ 794 milhões para 2012.

A planta ainda não possui licença ambiental e a Vale estima que a mina não inicie produção antes do segundo semestre de 2016, o que representa um atraso de dois anos.

Para a equipe do Morgan Stanley, os desafios de fornecimento limitam o crescimento da produção.

"A Vale admitiu que não conseguiu atingir um crescimento sustentável na produção e atribuiu isso a restrições de oferta enfrentadas pela indústria mundial de mineração. Outro desafio é o esgotamento de minas", explicam os analistas do banco americano.


Comentários

Joaquim, Belo Horizonte/mg | 26/12/11 08:27
A população de Anchieta/ES está aguardando a decisão sobre o inicio das obras da CSU. A licença ambiental já foi concedida em 2011, conforme divulgação da Vale.


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