Um dos principais diferenciais que o Brasil tem apresentado nos últimos anos em relação aos grandes centros econômicos é uma invejável taxa de desemprego.
De fato, desde 2003, quando o ex-presidente Lula e o PT chegaram ao governo federal, as políticas públicas foram sendo criadas e reelaboradas para favorecer a redução do desemprego e a geração de vagas formais.
Ainda na campanha presidencial de 2002, o programa de governo apontava para esse caminho: combater a desigualdade social, ampliar a inclusão, aumentar a renda e gerar empregos eram pré-requisitos para formar um mercado interno sólido capaz de sustentar a expansão da economia. Isso foi feito.
O IBGE comprova a profunda transformação que o país vivencia: de 2003 a 2011, o desemprego caiu pela metade, passando de 12,4% para os atuais 6%, respectivamente - em dezembro de 2011, ficou em 4,7%, próximo ao pleno emprego.
Segundo a Pesquisa Mensal de Emprego - feita nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre -, há nove anos, eram 2,6 milhões de pessoas sem emprego, número que caiu para 1,1 milhão em dezembro de 2011 - a Pnad de 2009 indicou cerca de 8,4 milhões de desempregados no país, ou taxa de 8,3%.
Nesse período, a formalização cresceu 50%. A capacidade de geração de empregos na base - portanto, para os que mais precisam - sustentou a queda do desemprego mesmo em um ano em que crescemos menos que o projetado, o que revela o êxito das políticas conduzidas pelo governo Dilma Rousseff.
Para se ter uma dimensão dessa realidade positiva, na Europa, o cenário é desolador especialmente porque afeta o nível de emprego. E os altos índices de desemprego europeu colaboram para contrair a economia, num ciclo vicioso que leva a mais desemprego, recessão e penalização da sociedade.
A falta de perspectiva de emprego cria ambientes desoladores e abre espaço para tensões sociais - que, na Europa, costumam alimentar xenofobismos.
Há poucos dias, o jornal dinamarquês "Politiken" publicou notícia intitulada "Não há trabalho para os jovens na Europa", baseada em pesquisa que revelou que 20% dos jovens europeus com menos de 25 anos estão desempregados. Na Espanha, a situação é calamitosa: mais de 45% não têm trabalho. Mas o fenômeno atinge gregos, italianos, portugueses, franceses, suecos, lituanos, eslovacos...
Uma sociedade marcada pelo desemprego cria insegurança, perde a capacidade de planejar o futuro e vê diminuir seu potencial de conhecimento, à medida que experiências de trabalho são substituídas pela procura por vaga.
Sacrifica, assim, as gerações vindouras e empurra a mão de obra qualificada para outros centros. Nesse sentido, a vertente de criação de empregos se constitui em um fator de paz social, estímulo ao progresso e atração de profissionais qualificados, para além do combate à desigualdade.
Precisamos, por fim, manter o nível de geração de empregos, ampliar a formalização, incluir esses novos trabalhadores na Previdência Social e avançar na redução das disparidades de renda entre gênero, raça e regiões do país.
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José Dirceu é ex-ministro da Casa Civil e membro do Diretório Nacional do PT
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E o mensalão ? Colaborou para o quê ??
Quem chega a conclusao que tais resultados da economia brasileira tiveram origem a partir de 2002 nao pode ser levado a serio.