Apesar do lucro líquido da Klabin no primeiro trimestre de 2010 não ter acompanhado a expansão do Ebitda, devido a variação cambial, as perspectivas são positivas para a companhia em meio ao aquecimento da demanda e elevação dos preços de seus produtos.
O volume de vendas de kraftliner atingiu 110 mil toneladas entre janeiro e março deste ano, com elevação de 20% frente a igual época de 2009. Já as vendas de papelão ondulado da empresa atingiram 119 mil toneladas no período, 19% superior que o apurado no primeiro trimestre 2009.
O destaque ficou por conta do volume de vendas de cartões, que registrou recorde e atingiu 163 mil toneladas, um aumento de 32% em relação ao primeiro trimestre
Quanto aos preços, "o kraftliner vem registrando apreciação desde o segundo semestre de 2009 e continuou subindo nesse trimestre", afirmou Reinoldo Poernbacher, diretor-geral da Klabin, destacando que o aumento até o momento é da ordem de US$ 100 por tonelada.
No que diz respeito aos cartões, Poernbacher explicou que, por não serem uma commodity, não tiveram tanta volatilidade. "Ocorreram aumentos, mas são menores".
Segundo o diretor-geral, este segmento teve aumento de 12% nos preços, que será implementado a partir deste mês. O executivo ainda esclareceu que o papelão ondulado registrou alta de 4,5%.
A maior produtora, exportadora e recicladora de papéis do Brasil registrou um lucro líquido de R$ 31 milhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 6% ante igual período em 2009.
Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) totalizou R$ 242 milhões, uma expansão de 35% na mesma base de comparação.
Investimentos e estratégia
Em 2010, a companhia projeta investimentos de cerca de R$ 400 milhões. No primeiro trimestre, os investimentos atingiram R$ 46 milhões, dos quais 52% foram alocados na Unidade de Negócios Florestal para manutenção das florestas existentes.
A Klabin pretende ainda iniciar em julho uma nova linha de fabricação de sacos multifolhados valvulados, que substituirá uma de suas linhas atuais.
No longo prazo, a empresa prevê a instalação de uma nova planta de celulose de escala mundial com capacidade entre 1,3 a 1,5 milhão tonelada por ano, o que elevará sua capacidade de produção da matéria-prima para 3,2 milhões de tonelada por ano.
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