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Edifício ficava próximo ao Theatro Municipal e provocou a destruição parcial do imóvel vizinho. Relatos dão conta de tremor e forte estrondo na hora do desabamento.
Um prédio de 20 andares desabou na noite desta quarta-feira (25/1) na Avenida Treze de Maio, número 44, no Centro do Rio. Com a queda, os imóveis ao lado, um de oito e outro de quatro andares foram atingidos.
O menor foi destruído enquanto o outro acabou parcialmente demolido. O prédio fica ao lado do Theatro Municipal, que foi atingido em seu anexo. Bombeiros, policiais militares e equipes da Prefeitura trabalham no local para encontrar vítimas.
Até o momento, cinco pessoas - quatro homens e uma mulher - foram encaminhadas feridas para o Hospital Souza Aguiar.
Por conta do incidente, diversas ruas encontram-se interditadas.
De acordo com testemunhas, um tremor foi sentido pro volta de 20h30 junto de forte estrondo na hora do desabamento e uma grande nuvem branca tomou conta da região.
Nos arredores do prédio foram ouvidos diversos gritos de socorro. Diversos veículos foram atingidos e há relatos de cheiro de gás no local. Cinco vítimas foram socorridas com vida logo após o desabamento e encaminhadas para o Hospital Souza Aguiar.
Os feridos foram identificados como Marcelo Antonio Moreira, 50 anos, Francisco Rodrigues da Costa, 37, Cristiane do Carmos, 28, André, 37, e Alessandro, sem idade confirmada. Marcelo é zelador do prédio de oito andares e teve um corte na perna. Francisco, operário de uma obra no edifício maior teve ferimentos leves e já foi liberado. André também teve ferimentos leves, além de dor abdominal
Alessandro trabalhava como decorador em uma obra no 9º andar e foi resgatado dentro do elevador, sem hematomas. Ele ficará em observação até o meio-dia desta quinta-feira (26/1).
Já o estado de Cristiane inspira cuidados. Ela foi atingida por um bloco de concreto e sofreu uma lesão na cabeça. Cristiane trabalhava no prédio como decoradora.
Um cordão de isolamento foi formado e um prédio ao lado de 21 andares foi isolado e também corria risco de desabamento. Pessoas chegaram a ficar isoladas nos andares mais altos, já que escombros atingiram as escadas e a portaria do prédio.
O trabalho dos Bombeiros foi dificultado por conta da quantidade de carros no entorno do prédio que desabou. Desde o momento do desastre, diversas pessoas saíram dos escombros, sujos de terra, muitos chorando e alguns ensanguentados.
Em virtude do desabamento a Secretaria de Estado de Saúde colocou em alerta todos os hospitais da rede pública estadual e as Unidades de Pronto Atendimento (UPA) da Tijuca e Botafogo, que são as mais próximas.
O secretário de Saúde Sérgio Côrtes também esteve no local. Às 21h13, a Light foi acionada para cortar a luz em toda a região e equipes já se dirigiram ao local para realizar o serviço.
Ainda não há informações sobre as causas do desabamento. A Ceg, companhia de gás natural do Rio de Janeiro, também foi acionada e desligou toda a rede da região. A empresa não sabe o que pode ter causado o desastre.
Dois fiscais do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-RJ) estão acompanhando os trabalhos da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros, com o objetivo de buscar as primeiras informações para detectar as causas do desabamento do edifício.
Nesta quinta-feira, a partir das 9 horas, o presidente da Comissão de Análise e Prevenção de Acidentes (CAPA), Luiz Antonio Cosenza, estará no local para dar prosseguimento aos trabalhos.
O comandante do Corpo de Bombeiros, o coronel Sérgio Simões afirmou que não há risco de desabamento no prédio de 20 andares ao lado, que fica de frente para a Avenida Chile, e no prédio anexo ao Theatro Municipal. Simões disse ainda ser pequena a possibilidade de encontrarem sobreviventes debaixo dos escombros.
Um posto de referência, que estava na agência da Caixa Econômica Federal, foi transferido para o prédio da Câmara dos Vereadores. Lá, familiares podem buscar informações sobre pessoas desaparecidas.
Quatro estações do metrô fechadas
Visando a segurança dos passageiros, a direção do Metrô Rio fechou às 21h55 as estações Cinelândia, Carioca, Presidente Vargas e Uruguaiana, que ficam no entorno do desabamento. Nesta quinta-feira o funcionamento será nomal, informou o prefeito Eduardo Paes.
Os técnicos da concessionária, junto à Defesa Civil e Corpo de Bombeiros, começaram a avaliar na noite desta quarta-feira se a tragédia afetou alguma estrutura do metrô ou se há vazamento de gás na região.
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