"Nossa capacidade instalada é de 65 milhões de toneadas e só conseguimos moer 53 milhões nesta safra", diz Martins
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Até alguns meses atrás, o objetivo era moer 100 milhões de toneladas de cana para elevar a produção de etanol e açúcar. Contudo, hoje a companhia está com capacidade ociosa.
A Raízen, maior produtora de açúcar e etanol do país, deve rever para baixo o investimento de US$ 7 bilhões que havia anunciado para os próximos cinco anos, afirmou Marcelo Martins, diretor financeiro da Cosan nesta quarta-feira (7/12).
O objetivo do negócio resultante de uma joint-venture entre a Cosan e a Shell era, até alguns meses atrás, moer 100 milhões de toneladas de cana para elevar a produção de etanol e açúcar.
Contudo, hoje a companhia está com capacidade ociosa. "Nossa capacidade instalada é de 65 milhões de toneadas e só conseguimos moer 53 milhões nesta safra", diz Martins.
Agora, a Raízen só volta a moer na próxima safra, em abril de 2012.
Se nem os 65 milhões ela conseguiu produzir, Martins diz que o plano previsto para as 100 milhões de toneladas deixa de fazer sentido, o que deve reduzir os investimentos. O novo valor, contudo, só deve ser anunciado em abril de 2012.
O problema não está nas usinas, mas nos canaviais. Não há cana suficiente para atender a demanda do país, uma vez que as empresas não estão conduzindo adequadamente os planos de replantio. Hoje, a companhia afirma que está replantando 22% de seus canaviais.
Martins não descarta que a empresa venha a fazer aquisições de ativos no mercado de cana.
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