Carteira de crédito do banco teve 6,5% de crescimento no quatro trimestre, valor superior às expectativas de aumento de 6,3% do Barclays Capital
Notícias Relacionadas
Comunidade
O aumento de 32,3% no lucro de 2010 divulgado pelo Itaú Unibanco veio em linha com o esperado pelos analistas e não deve exercer grande influência no desempenho das ações do banco.
No pregão desta terça-feira (22/2) na BM&FBovespa, as ações preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4) fecharam em baixa de 2,19%, cotadas a R$ 36,63. As ordinárias, listadas na bolsa sob o código ITUB3, caíram 1,64%, para R$ 30,00.
Os papéis acompanharam a tendência negativa do Ibovespa, que caiu 1,22%, a 66.440 pontos.
"Não acreditamos que o resultado do Itaú Unibanco será um catalisador para o desempenho das ações. Neste momento, nossa preferência dentre os grandes bancos é por Banco do Brasil e Bradesco", afirma Daniel Malheiros, analista da corretora Spinelli.
Apesar disso, Malheiros diz que a manutenção dos níveis de spread (diferença entre os juros que o banco paga na captação de recursos e o que ele cobra do cliente na concessão de empréstimo) associada a um bom desempenho da carteira de crédito foi vista como um sinal positivo.
A carteira de crédito do banco teve 6,5% de crescimento no quatro trimestre, valor ligeiramente superior às expectativas do Barclays Capital, que previa alta de 6,3%.
Por outro lado, as despesas operacionais continuaram impactando negativamente o resultado do banco.
Mariana Taddeo, analista da Link Investimentos, espera que o banco apresente melhores índices de eficiência e rentabilidade a partir do primeiro trimestre de 2011, já que o processo de integração com o Unibanco já foi finalizado.
A recomendação da Link foi mantida em "outperform" (desempenho acima da média do mercado) para as ações preferenciais da instituição.
A Ágora Corretora também manteve sua recomendação de compra para ITUB4. O preço-alvo da ação para dezembro deste ano é de R$ 48, o que representa um potencial de valorização por volta de 31%.
"As despesas mais elevadas do final de 2010 nos levam a acreditar em uma repercussão positiva no primeiro trimestre de 2011, uma vez que o banco não deve ter despesas relevantes ligadas à reestruturação de agências", explica Aloisio Villeth Lemos, analista da Ágora.
Comentários









